Fundos Imobiliários

Saiba porque o IFIX é importante para quem investe em FIIs

Saiba porque o IFIX é importante para quem investe em FIIs

Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) são boas alternativas para alocar o seu dinheiro. Mas quem opta por essa modalidade deve conhecer todos os detalhes. Um deles é o IFIX.

Esse é o principal indicador dessa aplicação financeira. Por isso, o IFIX mede o desempenho dessa categoria de ativos.

Como funciona? Quais são suas características? Para que ele serve? Essas são algumas perguntas que vamos responder neste post. Saiba mais.

O que é IFIX?

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliários (IFIX) mensura o desempenho médio das cotações dessa classe de ativos. Para chegar ao resultado, ele considera as cotas de fundos negociadas nos mercados de bolsa e de balcão.

Por isso, o indicador é formado por uma carteira teórica de ativos. Isso porque ela é definida a partir de critérios predeterminados.

Nesse cenário, o IFIX é um índice de retorno total. Ou seja, ele abrange a variação das cotações e os dividendos distribuídos.

Além disso, a carteira desse índice conta com rebalanceamentos a cada 4 meses. Outro detalhe relevante é que nenhum fundo deverá ter mais de 20% de participação no portfólio.

O índice dos FIIs foi criado em 2012. No entanto, a mensuração do desempenho é feita desde final de 2010.

Quais são os critérios para fazer parte do IFIX?

Nem todo FII pode participar da composição do indicador. Seu cálculo considera alguns critérios. Os dois principais estão listados a seguir. Veja.

Critério de inclusão

Os FIIs devem seguir três principais critérios da metodologia do IFIX. Eles são:

  • classificar-se como ativo elegível que represente um conjunto de 99% da soma total do Índice de Negociabilidade em ordem decrescente e no prazo de vigência das três carteiras anteriores;
  • estar presente em pregão de 60% no período de vigência das três carteiras anteriores;
  • não ter classificação como penny stock. Nesse caso, o valor médio ponderado durante a vigência da carteira teórica antes do rebalanceamento e considerando o último dia do período deve ter cotação menor do que R$ 1.

Critério de ponderação

A ponderação é determinada pelo valor de mercado de cada fundo imobiliário. Por isso, também delimita o peso deles.

Essa definição é baseada na capitalização de mercado. Isso significa que se considera o valor de mercado do ativo acrescido de suas distribuições.

Já o valor de mercado depende da sua representação no índice de FIIs. De toda forma, a participação nunca exceder 20%.

Caso isso aconteça, são realizados ajustes para adequação do peso dos ativos da empresa. Desse modo, o restante é redistribuído de forma proporcional.

Quais fundos compõem a carteira do índice?

Todos os fundos do IFIX estão listados no site da B3, a bolsa de valores. A atualização da carteira teórica ocorre a cada quadrimestre.

Ainda assim, existem alguns FIIs principais. Veja quais são eles:

  • KNRI11: é o maior fundo imobiliário. Combina galpões logísticos e lajes corporativas. Seu histórico de ocupação é ótimo. Já sua participação no IFIX é de 5,9%;
  • KNIP11: é formado por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). É um fundo de papel. Sua participação chega a 5%;
  • KNCR11: é outro fundo de papel. No entanto, o portfólio é composto por títulos de dívidas imobiliárias. Representa 4,8% do IFIX;
  • XPML11: é recente, tendo sido criado em 2017. Tem alta participação em shopping centers. Representa 3,3%;
  • XPLG11: é ainda mais novo. Lançou sua primeira oferta em 2019. Os ativos consistem exclusivamente em imóveis do setor logístico. A participação é de 2,5%;
  • HGBS11: é voltado para shopping centers e outlets. Por sua vez, sua participação é de 3,8%;
  • BRCR11: consiste em um fundo de laje corporativa. É composto por escritórios alugados e tem participação de 3,5%;
  • BBPO11: mistura lajes corporativas e agências bancárias. Sua principal característica é ter imóveis em todo o Brasil. Participa em 3,4%;
  • JSRE11: é um fundo do tipo híbrido. Isso porque tem várias aplicações financeiras do mercado imobiliário. Entre elas estão títulos de dívida, imóveis corporativos e FIIs. Sua participação é de 3,2%;
  • HGLG11: é um fundo de imóveis logísticos e é um dos maiores desse setor. Integra com uma fatia de 3%;
  • HGRE11: é composto por lajes corporativas e tem um histórico de diversificação. Sua participação é de 2,8%;
  • HSML11: é um fundo de tijolo. Assim, o dinheiro dos cotistas é aplicado em imóveis físicos. Os principais são os shopping centers. Sua fatia é de 2,5%.
um homem aparece sorrindo e com as mãos dispostas. Sobre elas, tem barras de um gráfico, umas mais altas e outras mais baixas. Uma delas tem um cifrão em cima. Ele olha para as barras, representando a observação do desempenho do IFIX

Para que serve o Índice de Fundos de Investimento Imobiliários?

O IFIX permite que os investidores acompanhem a rentabilidade dos FIIs. Assim, é possível saber como é o desempenho deles ao longo do tempo.

Dessa forma, também fica mais fácil comparar o resultado com a performance de outros indicadores. Por exemplo, o Ibovespa, que é o índice das ações da bolsa de valores.

Como investir no IFIX?

Como o índice dos FIIs é um indicador, é impossível investir diretamente nele. Afinal, não existe ação nem cota para comprar.

Porém, existem Exchange Traded Funds (ETFs) de gestão passiva que alocam dinheiro no IFIX. Essas aplicações também são chamadas de fundos de índice. Por isso, podem escolher esse indicador.

Portanto, essa é uma forma de investir no índice dos FIIs. Contudo, de forma indireta. Além disso, saiba que nenhum ETF aplica nos mesmos ativos do indicador. Desse modo, nenhuma aplicação financeira replica seu desempenho.

Agora você já sabe como o IFIX é importante para os seus investimentos. Ele é válido para demonstrar como está o desempenho dos FIIs. Assim, fica mais fácil decidir o que fazer. Então, que tal começar?

Jacinto Neto
Jacinto Neto
Analista CNPI e sócio do Funds Explorer
Formado em administração pública pela FGV-SP, mestre em Finanças e Controladoria pela FIPECAFI, analista CNPI e sócio do Funds Explorer. Possui experiência maior que 5 anos, trabalhando com estratégia de investimentos, planejamento e modelagem financeira, além de análise de fundos de investimento imobiliário.

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