Fundos Imobiliários

FIIs 30 anos: Futuro reserva espaço para fundos híbridos, diversos e mais robustos

FIIs 30 anos: Futuro reserva espaço para fundos híbridos, diversos e mais robustos
Qual será o futuro dos FIIs? Confira neste artigo. Foto: iSTock

Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) completam 30 anos, com uma história que passou por diversas transformações, mas que se tornou um caso de sucesso apenas nos últimos cinco anos, quando o número de investidores aumentou em mais de dez vezes, chegando a mais de 1% da população brasileira.

Os dados impressionam, segundo a B3, o número de investidores em FIIs em junho de 2023 superou 2,20 milhões. Essa classe de investimentos oferece uma renda passiva administrando imóveis e pagando rendimentos mensais em forma de dividendos.

O momento atual é propício para a entrada nesse investimento, uma vez que os valores das cotas ainda estão descontados. A dúvida atual para o cidadão comum que tem um dinheiro para investir é como será este ativo no futuro.

FIIs: uma história com várias transformações

Nas últimas três décadas, o perfil dos FIIs passou por grandes transformações. Uma delas foi a mudança de perfil monoativo (com apenas um imóvel no portfólio) para multiativo (com mais de um imóvel sob gestão), outra grande mudança foi a gestão também passar a ser ativa, negociando e reciclando o portfólio a fim de aumentar os ganhos do fundo.

Daqui pra frente, como diz Anita Iscal, da Rio Bravo Investimentos, os fundos deverão deixar de ser tão segmentados e assumirão uma característica mais híbrida – que investe em mais de um tipo de ativo, além de mesclar FIIs de tijolos com FIIs de papel.

Vislumbrando um ciclo de queda nos juros, os ativos de renda variável voltam a ficar mais competitivos, trazendo os FIIs de volta para a arena principal e dando a essa classe uma visibilidade ainda maior.

Rodrigo Possenti, Head de Fundos Imobiliários do Fator, vislumbra outra possibilidade para o futuro dos FIIs: os fundos de tijolos irem além dos imóveis “Tier 1”, ou seja, aqueles de maior qualidade e localização.

Possenti conta que, invés de criar fundos com empreendimentos AAA, pode-se formar uma massa de fundos de categoria Tier 2, que seriam imóveis não tão prime, mas que garantam uma boa rentabilidade, mirando entre o high yield e o mid.

O professor Marcos Baroni, Head de Fundos Imobiliários da Suno Research, entende que o mercado de FIIs será dividido em categorias. “Em 10 anos, teremos uma categoria como a ‘champions league’ dos fundos imobiliários, uma série B e uma várzea”, afirmou.

Segundo o professor, a várzea são os fundos com pouca relevância no mercado, com poucos ativos e que não fazem muita diferença. A série B farão parte os que lutarão por espaço para chegar à série A ou champions league dos FIIs.

Essa champions league, segundo Baroni, é a elite, são os maiores em valor patrimonial, mais negociados, com mais ativos e com a gestão mais eficiente. Ele diz: “É um trem passando e as assets que não entrarem nesse jogo, os fundos que não entrarem nesse caminho, perderão relevância nas análises e recomendações.”

Assim, os gestores precisam trabalhar com a ideia de crescer e aumentar o patrimônio de seus fundos, uma vez que o “asset” precisa ser pensada como escala, podendo se valorizar e gerar mais valor para o FII e os seus cotistas.

Mês temático do Grupo Suno

O Grupo Suno dedica o mês de julho para comemorar os 30 anos dos FIIs, com patrocínio de patrocinados por Iridium (do IRDM11), FatorTG CoreRECGuardian e XP Asset. Por meio de vários canais (redes sociais, notícias, vídeos, lives e conteúdos por e-mail), levamos informações sobre tudo que precisa saber sobre essa classe de investimento.

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    Allan Ravagnani
    Allan Ravagnani Jornalista com especializações em macroeconomia, finanças e ciência política. Foi editor no site Inteligência Financeira e atuou nos veículos TC Mover (Traders Club), Valor Econômico, CMA Markets, Terra e Folha de S.Paulo. Atualmente, é colaborador do Suno Notícias e do Funds..

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