Finanças do Mercado Imobiliário

Quer diversificar? Invista em fundos híbridos

Quer diversificar? Invista em fundos híbridos

A diversificação é a regra de ouro dos investimentos. Ela prevê a alocação de dinheiro em diferentes ativos para potencializar a rentabilidade e diminuir o risco. No entanto, algumas aplicações já têm essa característica. É o caso dos fundos híbridos.

Também chamados de mistos, os fundos híbridos combinam diferentes tipos de ativos. Por exemplo, investimentos em lajes corporativas, edifícios educacionais, hospitais, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e outros.

Devido a essa característica, essa aplicação financeira tende a ser interessante. Como ela funciona? De que forma investir? Veja a resposta para essa e outras perguntas.

O que são fundos híbridos?

Os FIIs híbridos são fundos de investimentos cuja carteira é formada por diferentes classes de ativos. Assim, o investimento é feito em vários setores, cotas de outros fundos ou papéis imobiliários.

Para entender melhor, é preciso saber que o mercado de FIIs é composto por fundos especializados. Por exemplo, eles podem ser fundos de:

  • recebíveis;
  • shopping center;
  • lajes corporativas;
  • agências bancárias;
  • desenvolvimento.

Os fundos híbridos têm duas ou mais classes em seu portfólio. Por exemplo, investimentos em galpões logísticos e em cotas de outros FIIs. Portanto, eles apresentam uma diversificação natural em sua carteira.

Além disso, essa aplicação financeira tem outra característica atrativa: o retorno. Geralmente, é realizada tanto a distribuição de dividendos quanto a valorização patrimonial no longo prazo.

Como esses fundos funcionam?

O gestor de fundos híbridos costuma ter autonomia para definir quais ativos farão parte da carteira. Ele analisará a situação econômica do momento para escolher quais opções são as melhores.

Contudo, os ativos devem integrar os segmentos ofertados no mercado imobiliário. Portanto, as possibilidades existentes são:

  • imóveis para renda derivada de locação;
  • empreendimentos construídos para gerar renda a partir da venda (desenvolvimento);
  • cotas de outros fundos imobiliários;
  • créditos de recebíveis do setor, como o CRI, as Letras Hipotecárias (LH) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

Pilhas de moedas, canetas e papel representando os fundos híbridos.

Quais são as vantagens dos fundos mistos?

O principal benefício ao investir em um fundo híbrido é a diversificação. Ainda que a alocação da carteira seja sempre no mesmo setor, há diferentes classes de ativos.

Além disso, existe a liberdade de escolher os ativos. Ou seja, o gestor avalia o momento atual. Assim, investe nos segmentos mais atrativos.

Por exemplo, um fundo de galpão logístico aplica o capital somente nesse ativo. Já os fundos híbridos podem optar pelo shopping center, caso esteja em alta no momento. Portanto, é mais fácil obter alta rentabilidade.

Existem desvantagens?

Assim como existem pontos positivos, é preciso considerar os negativos. Mais do que saber o que são fundos híbridos, é importante entender que o investidor fica mais exposto à gestão.

Isso porque o gestor tem a liberdade de escolher os ativos para compor a carteira. Portanto, é fundamental pesquisar antes de definir em qual FII híbrido investir.

Outra desvantagem é a maior dificuldade de comparação e análise. Essa situação é derivada da maior variedade de ativos. Assim, é mais trabalhoso mensurar os riscos. Além disso, é preciso se aprofundar mais para fazer uma boa análise.

Ainda existem os riscos próprios dos fundos imobiliários. Os principais são os de:

  • mercado: é o impacto de algum fator na variação dos preços das cotas;
  • crédito: é o caso da inadimplência de locatários de imóveis, por exemplo;
  • liquidez: acontece quando você precisa vender suas cotas e ninguém quer comprá-las.

Como investir em FIIs híbridos?

Para aplicar seu dinheiro nessa modalidade, você deve abrir uma conta em uma corretora de valores. Além disso, deve procurar pelos diferentes tipos de fundos híbridos. Alguns deles são:

  • KNRI11: tem ativos logísticos e corporativos no portfólio;
  • HGRU11: trabalha com os setores educacional e varejo;
  • ALZR11: combina ativos corporativos e logísticos;
  • MXRF11: aplica mais em títulos de CRI, mas também tem lajes corporativas e residenciais;
  • JSRE11: contempla imóveis corporativos, títulos públicos e outros valores mobiliários.

Por isso, investir em fundos híbridos pode ser uma alternativa interessante. É preciso verificar se ele está adequado ao seu perfil de investidor. Ainda é importante considerar seus objetivos. Porém, é uma aplicação financeira válida para quem quer ter melhor rentabilidade.

Jacinto Neto
Jacinto Neto
Analista CNPI e sócio do Funds Explorer
Formado em administração pública pela FGV-SP, mestre em Finanças e Controladoria pela FIPECAFI, analista CNPI e sócio do Funds Explorer. Possui experiência maior que 5 anos, trabalhando com estratégia de investimentos, planejamento e modelagem financeira, além de análise de fundos de investimento imobiliário.

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