Fundos Imobiliários

Qual o risco real de investir em FIIs? Saiba com o que se preocupar de fato

Qual o risco real de investir em FIIs? Saiba com o que se preocupar de fato

Não é de hoje que os investimentos no setor imobiliário vêm conquistando cada vez mais pessoas interessadas pelo Brasil. No entanto, há uma pergunta que não quer calar: qual é o risco real de investir em FIIs?

Se você também quer entrar para este mundo, o primeiro passo é conhecer exatamente quais são os riscos reais de investir em FIIs e, assim, se prevenir e saber escolher o melhor Fundo Imobiliário. Acompanhe os próximos tópicos e saiba como fazer isso!

Os FIIs são arriscados?

Em um contexto geral, os Fundos Imobiliários são considerados uma modalidade de investimentos de baixo risco e que, na maioria dos casos, se adaptam a diferentes investidores.

Isso se dá pela grande quantidade de opções disponíveis no mercado atualmente quando se trata dos FIIs. Basicamente, existem Fundos Imobiliários para todos os gostos!

Além disso, investir em fundos também é considerada uma forma mais barata, mais simples e menos comprometedora de lucrar por meio da locação de imóveis. Afinal, não é necessário comprá-los.

No entanto, é preciso ter em mente que ainda existem certos riscos aos quais é preciso prestar bastante atenção ao investir nos FIIs – principalmente caso você seja um investidor iniciante ou ainda não conheça esta modalidade.

Como saber se os FIIs são para mim?

Para saber se investir em Fundos Imobiliários é uma escolha certa para você, o primeiro passo é abrir conta em uma corretora.

Assim, com a ajuda de um profissional, é possível descobrir o seu perfil de investidor e alinhar suas preferências de forma que tudo fique mais claro.

Desta forma, é mais simples entender se os FIIs são uma boa opção para você sem precisar explorar este mundo complexo por conta própria.

E, caso isso ainda te assuste, não se preocupe: ao investir em Fundos Imobiliários, o Gestor te acompanhará durante todo o processo e ficará encarregado por cuidar dos trâmites burocráticos.

Riscos reais de investir em FIIs: saiba com o que se preocupar na prática

Assim como qualquer outro tipo de investimento, os Fundos Imobiliários também oferecem alguns riscos, e é importante conhecê-los para que se esteja bem preparado para evitá-los quando for preciso.

Para te ajudar com isso, trouxemos uma seleção com os seis dos principais riscos reais de investir em FIIs. Vamos lá?

  1. Risco de inadimplência

Risco exclusivo dos Fundos de Renda, a falta de pagamento por parte do inquilino – morador, loja ou até empresa – pode acarretar diversas consequências.

Afinal, estes fundos recolhem os aluguéis dos imóveis e os usam como forma de pagar os investidores periodicamente. Assim, a situação pode sair do controle caso um aluguel deixe de ser pago.

Além disso, caso um problema como este aconteça, existem inquilinos que, por sua função social, podem ser muito difíceis de se despejar – como, por exemplo, hospitais, escolas ou faculdades.

  1. Baixa liquidez

Um dos fatores a serem levados em consideração ao investir em qualquer tipo de ativo é a liquidez.

Investindo em FIIs com baixa liquidez, em caso de emergência, resgatar seu retorno antes do prazo pode acarretar consequências desagradáveis ao investidor como, por exemplo, descontos ou grandes perdas.

Por isso, busque sempre investir em FIIs com alta liquidez: com eles, é possível realizar resgates pouco tempo após a aplicação sem risco de perdas.

Caso não seja possível, tente optar pelos FIIs de média liquidez. Eles não oferecem essa garantia, porém, pode ser possível resgatar antes do prazo sem perdas em algumas ocasiões.

  1. Risco de mercado

Embora não seja um risco exclusivo dos FIIs, também é possível percebê-lo nesta modalidade de investimentos.

O risco de mercado se refere à possibilidade de que um investimento não traga ao investidor o retorno esperado.

Sendo assim, este risco engloba as mudanças no preço de um Fundo, assim como as curvas de juros e possíveis mudanças de prazos.

Entretanto, caso seja necessário, existem sempre algumas alternativas possíveis para minimizar este risco ao máximo.

  1. Riscos relacionados à obra

Uma característica interessante de alguns FIIs é a possibilidade de investir em imóveis que ainda estão na planta ou no processo de construção.

Embora esta pareça uma ideia atrativa, é necessário ter em mente que imóveis nestes estágios podem trazer alguns imprevistos desagradáveis.

Exceder o orçamento, atrasar as despesas ou ter gastos inesperados com materiais são alguns exemplos dos riscos de obra que podem ocorrer nestes processos. 

  1. Riscos físicos quanto aos imóveis

Ao adquirir um imóvel e alugá-lo, o proprietário corre alguns riscos em relação ao mesmo – e, da mesma forma, acontece com os FIIs.

Alagamentos, incêndios e desabamentos são exemplos extremos de situações que podem acontecer a um imóvel, causando gastos não calculados e gerando diversas despesas.

É importante considerar este tipo de risco não apenas ao investir em imóveis residenciais, mas também em prédios, shoppings e outras construções de alto padrão. Afinal, rachaduras, infiltrações e outros pequenos problemas estão inclusos nesta trama.

  1. Taxa de vacância

A taxa de vacância é um fator determinante ao definir qual é o nível de risco de um FII: ela dita qual é a porcentagem de desocupação do imóvel.

Por este motivo, é aconselhável investir em FIIs que contenham mais de um imóvel ou vários inquilinos. Assim, a chance de que a taxa de vacância dê um salto de repente é menor.

Investindo em Fundos Imobiliários que possuem apenas um imóvel com um ou poucos inquilinos – geralmente imóveis residenciais -, há a possibilidade de que o morador se mude e, assim, o Fundo perca sua única fonte de renda.

Entretanto, não se preocupe: conte com a ajuda de um gestor!

Saber quais são os riscos reais de investir em FIIs pode ser desanimador. No entanto, lembre-se de que os Fundos Imobiliários oferecem uma grande vantagem: o acompanhamento de um gestor! 

Jacinto Neto
Jacinto Neto Analista CNPI e sócio do Funds Explorer
Formado em administração pública pela FGV-SP, mestre em Finanças e Controladoria pela FIPECAFI, analista CNPI e sócio do Funds Explorer. Possui experiência maior que 5 anos, trabalhando com estratégia de investimentos, planejamento e modelagem financeira, além de análise de fundos de investimento imobiliário.

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