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IPO de Fundos Imobiliários: saiba o que é e como participar

IPO de Fundos Imobiliários: saiba o que é e como participar

Com o aumento contínuo da modalidade de investimentos no Brasil, é possível notar, também, os números se tornando cada vez mais altos quando se trata do IPO de Fundos Imobiliários.

Se você investe em FIIs ou planeja adentrar neste mundo, é muito importante que entenda o que é o IPO de Fundos Imobiliários e como este processo funciona. Acompanhe e saiba mais.

O que é o IPO de um Fundo Imobiliário?

Fundos Imobiliários são um tipo de investimento que é majoritariamente negociado através da B3 (Bolsa de Valores brasileira). Sendo assim, para que as cotas de um Fundo possam ser compradas pelos investidores interessados, é preciso que elas estejam disponíveis por lá.

Com isso, existe o processo obrigatório chamado IPO. Significado: Initial Public Offering — ou, simplesmente, Oferta Pública Inicial.

Como o próprio nome sugere, esta operação ocorre quando um Fundo oferece suas cotas ao mercado pela primeira vez: é a sua entrada na Bolsa de Valores, para que seja possível começar a conseguir investidores e captar recursos.

Como o IPO de FIIs funciona?

Para dar início ao processo, a gestora do Fundo estipula uma meta de valor total a ser arrecadado por meio do lançamento das cotas.

Para que este objetivo fique mais fácil de atingir e os investidores sejam qualificados, é definido, também, um valor mínimo de investimento inicial e alguns outros parâmetros que ditam quem vai poder, de fato, se tornar cotista.

Assim, antes de iniciar suas atividades, disponibilizando cotas no mercado, todo FII precisa passar por um programa de exigências. Tal programa é regulado e instituído por um órgão chamado CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que é responsável por este setor no país.

Como participar de um IPO de Fundos Imobiliários?

Com todas as regras e determinações previstas em lei cumpridas, se inicia o chamado período de reserva do IPO. É neste momento que os interessados podem solicitar a compra de cotas. Cada IPO terá seus próprios critérios determinados, e é preciso segui-los.

Estes critérios podem ser encontrados no prospecto de distribuição de cotas, juntamente com outras especificações. Este documento fica disponível no RI da B3 ou da gestora do Fundo.

Para dar início ao novo investimento, será necessário contatar a sua corretora de valores para solicitar a entrada.

Antes de realizar a compra das cotas, no entanto, é de extrema importância que o investidor leia todo o prospecto do IPO. Apenas assim é possível se certificar de que o FII no qual você está prestes a investir realmente se adapta à sua carteira, à sua estratégia de investimentos e ao seu perfil de investidor.

Quais são as vantagens de participar do IPO de FIIs?

Não é possível afirmar de forma bem definida se vale a pena ou não participar de um IPO de FIIs. Afinal, isso é pessoal e depende de vários fatores relacionados a como são formadas as suas aplicações atualmente.

Mas, para ajudá-lo a decidir, podemos listar algumas vantagens de investir em FIIs durante seus IPOs. Veja:

  1. Acompanhamento do FII

Para o investidor, a possibilidade de acompanhar um Fundo Imobiliário desde seu início pode ser interessante, principalmente quando se trata de um investidor que visa o resultado da aplicação no longo prazo.

  1. Aproveitamento do preço inicial

Um FII promissor pode passar a entregar dividendos maiores aos seus cotistas com o passar do tempo. Então, quem adquiriu os papéis durante o IPO não precisa pagar o valor elevado das cotas quando valorizadas.

  1. Diversificação da carteira 

Quem acompanha nossos artigos sabe que a diversificação é muito importante para manter a segurança de uma carteira de investimentos. Aplicar em Fundos novos é uma boa forma de adquirir investimentos que ajudem neste quesito.

  1. Possibilidade de especulação

O momento de estreia de Fundos na Bolsa costuma ser oportunos para os chamados especulares, que aproveitam a euforia para obter lucros através da própria oscilação dos preços das cotas, logo no primeiro dia.

A prática, chamada flipagem — ou fliper —, consiste, basicamente, em reservar papéis de forma antecipada, vendendo-os posteriormente.

E as desvantagens?

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Contudo, como é de se esperar — afinal, todo investimento apresenta seus riscos —, participar de um IPO também pode ter algumas desvantagens. Por exemplo

  1. Análise dificultada

Justamente por se tratar de um Fundo que está em estreia, é mais difícil realizar uma análise sobre a qualidade do investimento, embora ainda seja possível fazer uma pesquisa focada no histórico do gestor em outros FIIs.

  1. Dificuldade em encontrar o valor justo

Assim como a análise de qualidade é dificultada, também se torna mais complicado encontrar o valor justo das cotas. Mesmo com as análises que podem ser feitas, ainda não é possível ter certeza se o preço realmente é vantajoso para o investidor.

  1. Flutuações e oscilações

Devido à própria estreia do Fundo no mercado, um FII em IPO costuma ter flutuações e oscilações de preços mais dinâmicas, variando ao longo do dia e apresentando mais volatilidade, com a qual é preciso saber lidar.

Afinal, vale a pena ou não participar de um IPO?

Todo tipo de investimento apresenta seus prós e contras. O importante é ter uma boa base de estudos e certificar-se de estar consumindo sempre informações de qualidade e de fontes confiáveis.

Dessa forma, você aprende a tomar, sozinho, as melhores decisões para os seus investimentos e adquire experiência traçando a sua própria trajetória no mundo dos investimentos.

Participar do IPO de Fundos Imobiliários pode ser uma oportunidade de ouro para a sua carteira. Basta saber escolher o que melhor se adapta às suas expectativas e conhecer bem a sua estratégia!

ACESSO RÁPIDO
    Jacinto Neto
    Jacinto Neto Analista CNPI e sócio do Funds Explorer
    Formado em administração pública pela FGV-SP, mestre em Finanças e Controladoria pela FIPECAFI, analista CNPI e sócio do Funds Explorer. Possui experiência maior que 5 anos, trabalhando com estratégia de investimentos, planejamento e modelagem financeira, além de análise de fundos de investimento imobiliário.

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