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Follow-on: entenda como funciona a oferta de novas ações

Follow-on: entenda como funciona a oferta de novas ações

Conhecido como emissão secundária de ações ou oferta subsequente, o follow-on é um processo que oferece a uma empresa a possibilidade de voltar ao mercado com novas ofertas aos investidores.

Para entender melhor tudo sobre como o follow-on funciona, acompanhe os próximos tópicos deste artigo!

O que é follow-on?

O follow-on é um processo pelo qual as empresas de capital aberto que já realizaram IPO (Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial) podem fazer para ofertar novas ações através da Bolsa de Valores, captando novos investidores.

Quando isso acontece, a empresa já passou de Ltda. (Limitada) para S/A (Sociedade Anônima). Ou seja: ao invés de ter dois ou mais sócios, a empresa passa a ter sócios anônimos quando suas ações são ofertadas na Bolsa.

Resumindo: o follow-on é o retorno de uma empresa que já havia ofertado ou vendido suas primeiras ações e que, agora, deseja vender mais.

Qual é o objetivo do follow-on?

Tendo em mente que as negociações envolvem apenas os acionistas uma vez que as ações foram vendidas, muitas empresas realizam este retorno chamado follow-on como uma forma de obter novos investidores.

Assim, com mais ações vendidas, a empresa pode focar em novos projetos utilizando os recursos recentemente captados no mercado – assim como pode usar este novo capital para quitar dívidas ou para outros propósitos.

Conheça os tipos de follow-on

Entre as ofertas que podem ser feitas pela empresa no processo do follow-on, existem duas categorias. Veja:

  1. Oferta primária

Ocorre quando a oferta é de novas ações da própria empresa: são lançados e ofertados na B3 novos papéis, que aumentam sua base acionária.

Neste caso, os novos recursos têm como destino o caixa da organização e ajudam a empresa a crescer e se aprimorar – além de aumentar os negócios internos e externos.

  1. Oferta secundária

A oferta secundária acontece de uma forma diferente: as ações lançadas são, neste caso, de titularidade de um ou mais acionistas.

Titulares estes que, com isso, visam reduzir ou terminar suas participações no negócio, decidindo colocar seus papéis à venda. Assim, o valor da venda das ações da oferta secundária vão diretamente para os acionistas que as venderam.

Além disso, as ofertas podem ser públicas ou restritas. Entenda:

Ofertas públicas

São abertas para qualquer pessoa que negocie pela B3.

Por se tratar de um processo considerado mais burocrático, as ofertas públicas devem ser registradas – tanto na própria B3 quanto na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Ofertas restritas

Neste caso, o follow-on não precisa ser registrado na CVM. Porém, estas ofertas são destinadas especificamente aos investidores profissionais.

Vale a pena investir em ofertas de follow-on?

A emissão de novos papéis ou a venda de ações compradas anteriormente pode trazer à empresa, além do aumento da liquidez, uma série de outras vantagens.

Entretanto, para saber se uma oferta subsequente de ações será tão vantajosa para o investidor quanto para a empresa, é necessário analisar com cautela a motivação destas ofertas.

Especificamente para você, investidor, é necessário entender, por exemplo, se você quer aumentar sua participação na empresa, além de se a oferta em si terá um preço que faça sentido com o valuation que você fez da empresa.

Apesar de poderem existir alguns contras, o mercado do follow-on vem crescendo cada vez mais e pode se desenhar como uma oportunidade para quem já tinha o desejo de aportar pela primeira vez ou aumentar sua participação em uma empresa.

Jacinto Neto
Jacinto Neto Analista CNPI e sócio do Funds Explorer
Formado em administração pública pela FGV-SP, mestre em Finanças e Controladoria pela FIPECAFI, analista CNPI e sócio do Funds Explorer. Possui experiência maior que 5 anos, trabalhando com estratégia de investimentos, planejamento e modelagem financeira, além de análise de fundos de investimento imobiliário.

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