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SNME11 sobe base de cotistas e registra ganhos de capital

SNME11 sobe base de cotistas e registra ganhos de capital
Fundos imobiliários - Foto: iStock

O fundo imobiliário SNME11 atravessa uma fase de transição estratégica, impulsionada pela incorporação do SNFF11 e por movimentações táticas no portfólio. A gestão da Suno Asset tem utilizado ganhos de capital acumulados para sustentar rendimentos enquanto ajusta a operação para um novo ciclo. Esse processo reforça o caráter multiestratégia do veículo e sua capacidade de capturar valor em diferentes frentes de mercado.

A recente elevação dos rendimentos decorre diretamente do desinvestimento de uma tese relevante, que resultou em ganho de capital expressivo.

Segundo Gerardo Azevedo, analista da Suno Asset, a posição tinha peso significativo no portfólio e foi encerrada com êxito, liberando caixa e consolidando resultados. O movimento prosseguiu nos meses seguintes, inclusive em dezembro, permitindo manter o patamar de distribuição durante a reorganização.

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Entre os destaques do período, a cota negociou próxima ao valor patrimonial, com reserva acumulada em torno de R$ 0,03 por cota. O número de cotistas seguiu em crescimento gradual, o resultado distribuível alcançou R$ 0,12 por cota e a distribuição total somou R$ 0,15 por cota com complemento de provisões. A gestão preservou parte do resultado em caixa para futuras alocações, mantendo disciplina e flexibilidade.

A incorporação do SNFF11 deve ampliar o escopo do SNME11, tornando-o mais diversificado e líquido, com ativos integrados a preços atrativos. Nesse contexto, a divulgação de um guidance mais específico foi adiada por cautela, até que as mudanças se reflitam plenamente na estrutura do fundo. A abordagem indica foco em qualidade de execução e proteção de capital.

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Movimentação do SNME11

Em termos táticos, o fundo aumentou a exposição ao PATL11 após o anúncio de sua incorporação ao HGLG11, com a intenção de encerrar a posição gradualmente após a conclusão do processo. Houve também uma alocação de cerca de R$ 1,7 milhão no CXCO11, carteira de dez imóveis em cinco estados, totalmente locados com contratos de longo prazo. Pelos preços do secundário, o cap rate implícito gira próximo de 15% ao ano, sugerindo carrego elevado e margem de segurança.

Por fim, operações mais sofisticadas sustentaram os resultados, como uma venda a descoberto tática em HGLG11, iniciada e encerrada em dezembro, que se beneficiou da pressão vendedora pós-conversão de cotas. Somadas a conversões e amortizações de ativos comprados com desconto, essas estratégias renderam cerca de R$ 550 mil em ganho de capital no mês. Para o investidor, o conjunto reforça o apelo do SNME11 como alternativa dinâmica no mercado de fundos imobiliários.

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