O fundo imobiliário GGRC11 convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre mudanças estruturais em sua administração e nas regras de governança. A votação será totalmente não presencial, com participação dos cotistas elegíveis via plataforma eletrônica. Segundo a Zagros Capital, gestora do veículo, as propostas têm como objetivo reforçar a transparência, a eficiência e o alinhamento às melhores práticas do mercado de fundos imobiliários.
Entre os seis itens da pauta, destacam-se a substituição da administradora fiduciária pela Vórtx, a possibilidade de recompra de cotas e ajustes nos mecanismos de voto e convocação de assembleias. A votação poderá ser realizada pela plataforma Cuore, com acesso enviado aos contatos cadastrados na B3, ou por e-mail mediante envio da documentação exigida. O prazo final para envio de votos é 2 de março de 2026, conforme o edital e o manual de participação.
A proposta de troca da administradora não implicará aumento de custos aos cotistas, caso aprovada, e deverá ser implementada em até dez dias úteis após a divulgação do resultado da AGE. A Zagros aponta ganhos de eficiência operacional e maior aderência regulatória como justificativas para a mudança, assegurando que todas as obrigações perante a CVM serão mantidas pela nova administradora. A medida também contempla autorização para operações com a Vórtx, como investimentos em fundos sob sua administração.
No campo da identidade institucional, está em votação a mudança do nome do fundo para “Zagros Renda Imobiliária Fundo de Investimento Imobiliário – Responsabilidade Limitada”. O ticker GGRC11 permanecerá inalterado, o que preserva a continuidade de negociação das cotas na B3 e evita impactos operacionais aos investidores. A alteração busca reforçar o alinhamento da marca do fundo à casa gestora.
Outra frente relevante é a inclusão, no regulamento, da possibilidade de o fundo realizar programas de recompra de cotas próprias ou OPAC. Essa flexibilidade de capital, frequentemente utilizada em janelas específicas de mercado, pode apoiar a gestão ativa de liquidez e a captura de valor, sem obrigatoriedade de execução. Entre as palavras de ordem estão disciplina e transparência na implementação.
Em governança, a AGE propõe permitir que a gestora convoque assembleias diretamente, acelerando os trâmites decisórios. Também prevê um limite de 10% do total de cotas para exercício de voto em matérias sensíveis, medida que busca evitar concentração excessiva de poder e proteger minoritários.
Para os cotistas, a orientação é acompanhar o material de suporte, verificar o canal de votação e respeitar os prazos. A aprovação do conjunto tende a fortalecer a governança, ampliar a clareza regulatória e modernizar o regulamento, com foco na perenidade do GGRC11.