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Fundos de dívida externa: entenda como investir fora do Brasil

Fundos de dívida externa: entenda como investir fora do Brasil

Fundos de dívida externa: um investimento de renda fixa que engloba ativos emitidos pelo Governo Federal fora do país.

Para entender tudo sobre como os fundos de dívida externa funcionam, continue lendo este artigo! Vamos lá?

O que são fundos de dívida externa?

Os fundos de dívida externa são ativos de renda fixa que o Governo Federal emite em outros países com a intenção de negociar seus títulos de dívida no mercado internacional.

A tributação ao resgatar seus recursos é IR (Imposto de Renda), sendo descontado o valor já recolhido no come-cotas.

Esta tributação segue a seguinte tabela, de acordo com o período decorrido até o resgate:

  1. 22,5% em até 180 dias de aplicação;
  2. 20% para mais de 180 dias de aplicação.

Porém, é importante lembrar que, caso o resgate seja feito em um período inferior a 30 dias, haverá a cobrança do chamado IOF: Imposto sobre Operações Financeiras.

Como investir em fundos de dívida externa?

A regra para investir nesse tipo de ativo é clara: é preciso investir, no mínimo, 80% do seu PL (Patrimônio Líquido) nos ativos de renda fixa que são emitidos no exterior. O destino dos outros 20% fica nas mãos do gestor.

Apesar de serem comumente aplicados em títulos de crédito – também negociados no mercado internacional -, os 20% restantes também podem complementar o investimento em fundos de dívida externa, totalizando 100% do Patrimônio Líquido do investidor. 

Prós e contras de investir em dívida externa

Como todos os tipos de investimento, estes fundos também oferecem prós e contras. Então, para se situar entre estes altos e baixos, acompanhe a lista a seguir com as vantagens e desvantagens:

Vantagens

  1. Baixo investimento inicial

Para começar a investir nos Fundos de Dívida Externa, não é necessário desembolsar muito dinheiro.

  1. Aplicação em ativos brasileiras de forma simples

Apesar de carregarem um nome potencialmente “assustador”, os fundos de dívida externa são uma maneira simples, rápida e prática de aplicar seus recursos fora do país.

  1. Proteção e diversificação do patrimônio

Por serem um investimento de renda fixa, esse ativo não apresenta muito risco e é uma ótima forma de adicionar um diferencial à sua carteira de ativos.

Desvantagens

  1. Falta do FGC

O Fundo Garantidor de Crédito, ou FGC, é uma proteção a mais para os investidores, mas não marca presença neste tipo de fundo.

Entretanto, este não é um problema se o seu dinheiro estiver sendo aplicado de forma consciente.

  1. Altas taxas de administração

Por se tratarem de taxas mais altas do que as de outros tipos de investimentos, podem acabar interferindo na rentabilidade dos ativos. Vale monitorar com cuidado.

Os fundos de dívida externa são abertos a qualquer tipo de investidor: você não precisa ser qualificado ou profissional para aplicar fora do país. Talvez faça sentido estudá-los para incorporá-los à sua carteira!

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    Jacinto Neto
    Jacinto Neto Analista CNPI e sócio do Funds Explorer
    Formado em administração pública pela FGV-SP, mestre em Finanças e Controladoria pela FIPECAFI, analista CNPI e sócio do Funds Explorer. Possui experiência maior que 5 anos, trabalhando com estratégia de investimentos, planejamento e modelagem financeira, além de análise de fundos de investimento imobiliário.

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