O MXRF11 encerrou dezembro de 2025 com resultado de R$ 46,764 milhões, acima de novembro (R$ 46,266 milhões) e outubro (R$ 43,827 milhões), consolidando o segundo mês seguido de avanço. A receita total somou R$ 50,101 milhões, sustentada majoritariamente pelo portfólio de CRIs, enquanto a gestão intensificou ajustes na alocação com compras superiores a R$ 260 milhões no mercado secundário. O cenário inflacionário, com IPCA mais baixo no segundo semestre, seguiu impactando a correção monetária dos títulos.
Na composição da receita, o destaque veio dos CRIs (R$ 37,945 milhões), seguidos pela carteira de FIIs (R$ 6,294 milhões), permutas financeiras (R$ 5 milhões) e LCI/renda fixa (R$ 861,7 mil). O MXRF11 manteve reserva de correção monetária de R$ 12,44 milhões, equivalente a R$ 0,027 por cota, oferecendo colchão para períodos de menor indexação. Apesar da pressão do IPCA, a gestão reportou estabilidade operacional e diligência na reciclagem de ativos.
Em janeiro, os cotistas receberam R$ 0,10 por cota, com base na posição de 30 de dezembro e pagamento em 15/01/2026. Considerando o preço de fechamento de dezembro (R$ 9,54), os rendimentos equivaleram a 99,57% do CDI líquido; com gross-up de 15%, o retorno atingiu 117,15% do CDI. Esses números reforçam a capacidade do fundo em equilibrar distribuição e geração de caixa.
No segmento de CRIs, as movimentações incluíram aquisições acima de R$ 260 milhões no secundário, realocação de cerca de R$ 75 milhões no CRI Shopping Itaquera e vendas por aproximadamente R$ 62 milhões. Houve ainda pré-pagamentos de operações ligadas a Almeida Jr. e Siqueira Castro Advogados, contribuindo para a otimização de risco e duration.
A carteira de permutas financeiras avançou com a destinação de R$ 32 milhões a projeto de alto padrão no Campo Belo, em parceria com empresa listada, e estruturação adicional de R$ 75 milhões para aquisição de estoque residencial. A operação, com remuneração preferencial de CDI + 5,00% a.a. (all-in), oferece desconto relevante e exposição a regiões nobres de São Paulo, ampliando o potencial de retorno.
Entre os FIIs, houve redução parcial de TELM11, MCLO11 e HGRU11, alinhada ao cenário de mercado. Na frente de ativos imobiliários, o fundo vendeu o Edifício Oceanic, seu ativo mais antigo, apurando lucro de R$ 2,6 milhões e potencial ganho adicional de R$ 430 mil, condicionado a diligências, reforçando a disciplina de alocação do MXRF11.