Economia Internacional

Crash da bolsa de valores: o que isso significa?

Crash da bolsa de valores: o que isso significa?

Quando falamos em crash, automaticamente se pensa em quebra. Essa palavra dificilmente está relacionada a algo positivo.

Tanto é que a palavra crash está definida como “descida acentuada das cotações na bolsa de valores”, segundo o Infopedia. Porém, será que esse movimento é sempre negativo? Existem oportunidades?

Vamos explicar melhor o que o crash significa e descobrir as respostas. Continue lendo.

O que é crash na Bolsa de Valores?

Um crash é uma quebra no movimento natural no preço dos ativos negociados na bolsa. No entanto, é preciso que haja uma queda significativa, ou seja, forte e grande.

Essa situação costuma ser derivada de um gatilho específico. Por exemplo, uma crise econômica que se aprofunda ao longo dos dias.

Esse cenário leva os investidores ao pânico. Assim, a quebra da bolsa se agrava ainda mais, já que eles vendem suas posições.

Homens executivos aparecem correndo em frente a várias notas de dólar, representando a fuga de investidores no crash da bolsa de valores

Qual é a quebra da Bolsa de Valores mais conhecida?

No mundo, o principal exemplo é o crash de 1929. Ocorrido na bolsa de valores de Nova York, também é chamado de Quinta-feira Negra.

Isso porque o período é considerado como o pior da crise econômica mundial. Até 1933, trouxe prejuízos para os Estados Unidos e países da Europa, da África, da Ásia e da América Latina.

Tudo começou com o recuo no preço dos papéis. Com o fortalecimento desse movimento, o índice Dow Jones foi puxado para baixo.

A partir daí, a desconfiança dos investidores aumentou ainda mais. Isso fez o volume de negócios cair cada vez mais até a quebra propriamente dita.

Ainda foram registrados outros crashs ao longo dos anos. Entre eles estão:

  • crise do subprime: ocorreu em 2008 devido à negociação de títulos imobiliários sem valor. Levou à falência do banco Lehman Brothers e trouxe impactos negativos para a sociedade;
  • crise do coronavírus: começou devido à pandemia e gerou oscilações nas bolsas de todos os continentes. No Brasil, o mês mais emblemático foi março de 2020, quando 6 circuit breakers aconteceram. Ou seja, as negociações na bolsa foram interrompidas. Isso gerou o declínio no pagamento de dividendos e no fluxo de caixa de curto prazo das empresas. Ao mesmo tempo, prejudicou as perspectivas de longo prazo.

O que é uma crise econômica?

Todo crash da bolsa de valores é motivado por uma crise econômica.O que esse conceito significa?

Ele remete a um desequilíbrio entre produção e consumo. Normalmente, está localizado em um setor específico da economia, especialmente no de bens de capital. Por exemplo, máquinas e equipamentos.

Em seguida, atinge os bens de consumo, como automóveis e eletrodomésticos. O próximo passo tende a ser a queda na produção, com desemprego elevado e falência das empresas.

Dessa forma, uma crise econômica costuma ser causada pela produção em excesso de um bem com pouca demanda. Essa é uma situação normal, já que a economia é cíclica.

Ou seja, ela está sempre em movimento. Quando está num momento próspero, chama-se boom. Na queda, é o crash.

Portanto, é uma flutuação periódica e alternada. Dessa forma, traz consequências à atividade econômica. Além disso, pode ter curta ou longa duração, e ocorrer com diferentes intensidades.

Bolha x crash: quais são as diferenças?

Apesar de serem tratados como sinônimos, esses conceitos são diferentes. As bolhas consistem em preços muito altos em ativos sem equivalência de valor. Por isso, nem sempre se recuperam.

Foi o que aconteceu com a bolha das ponto com. As empresas de tecnologia recebem aportes de capital bastante elevados, mas não trouxeram lucro.

Portanto, seus papéis não valiam o suficiente. O resultado foi a falência desses negócios e dos investidores que aplicaram seu dinheiro no segmento.

Por sua vez, os crashes acontecem devido ao desequilíbrio econômico. Os papéis ainda têm valor, mas é necessário esperar para que se valorizem novamente.

Por isso, muitas empresas continuam funcionando. Assim, a quebra representa uma dificuldade, mas companhias sólidas permanecem em dia.

Por isso, um crash da bolsa também traz oportunidades. Como os preços caem, é a chance de você adquirir na baixa para vender na alta. Também é o momento de investir na diversificação.

Dessa forma, o resultado é a melhoria das suas finanças. Afinal, um crash é negativo, mas também pode trazer várias possibilidades.

Jacinto Neto
Jacinto Neto
Analista CNPI e sócio do Funds Explorer
Formado em administração pública pela FGV-SP, mestre em Finanças e Controladoria pela FIPECAFI, analista CNPI e sócio do Funds Explorer. Possui experiência maior que 5 anos, trabalhando com estratégia de investimentos, planejamento e modelagem financeira, além de análise de fundos de investimento imobiliário.

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