São Paulo encerrou 2025 com a maior absorção líquida de escritórios corporativos A+ e A já registrada, de acordo com a Binswanger Brazil. O avanço foi impulsionado pelo retorno ao presencial e pelo ritmo mais forte da economia. A diferença entre áreas locadas e devolvidas somou 316 mil m² no ano, com destaque para 105 mil m² apenas no quarto trimestre, consolidando um ciclo de recuperação consistente do mercado.
A entrega de novos empreendimentos foi limitada, somando 53 mil m² de novo estoque. Esse quadro de oferta controlada ajudou a reduzir a taxa de vacância para 13,9%, nível inferior a 15% pela primeira vez desde o período pré-pandemia. O patamar reforça a tração da demanda por escritórios corporativos de alto padrão e o apetite por localizações consolidadas.
Principais negócios do fim do ano deram o tom do mercado. O Nubank liderou as novas locações ao ocupar 14.957 m² no Edifício Capote 210, em Pinheiros. Na sequência, a Wise contratou 14.183 m² no River South, na Marginal Oeste. Já o governo do Estado de São Paulo respondeu por 11.900 m² no Arena Tower, na região da Avenida Marquês de São Vicente, sinalizando diversidade de perfis de ocupantes. As operações-âncora evidenciam a força do segmento de lajes corporativas em polos bem servidos.
Com a demanda firme, os preços reagiram. O valor médio de locação atingiu R$ 121,74/m² em 2025, alta de 5,3% frente aos R$ 115,66 de 2024, conforme a Binswanger Brazil. Esse movimento está alinhado à maior procura e à menor disponibilidade, dinâmica típica de mercados em recuperação. A tendência é de gradual recomposição de preços, especialmente em ativos classe A+.
Perspectivas para 2026 apontam crescimento controlado. A consultoria projeta absorção líquida em torno de 250 mil m², em linha com a média dos últimos três anos, em meio à entrega estimada de 357 mil m² de novo estoque. A expectativa é de vacância novamente abaixo de 15%, sustentada por escolhas criteriosas de portfólio e readequações pós-pandemia.
Em um mercado de cerca de 4,8 milhões de m² A e A+, São Paulo mantém tração seletiva, com foco em ativos bem localizados e eficientes. Para ocupantes, o momento favorece decisões estratégicas de longo prazo; para proprietários, consolida um ciclo de valorização moderada em escritórios corporativos. Palavras-chave secundárias: absorção líquida, taxa de vacância, lajes corporativas.