O KNRI11 iniciou 2026 com alta de 47,5% no lucro, somando R$ 71,305 milhões em janeiro ante R$ 48,336 milhões em dezembro. O desempenho foi impulsionado pela conclusão da venda do Jundiaí Industrial Park e pelo aumento de participação na Torre Crystal, no Complexo Rochaverá Corporate Towers, reforçando a tese de reciclagem de portfólio do fundo.
A alienação do ativo industrial deve gerar lucro total estimado em R$ 77 milhões e adicionar recorrência de R$ 0,07 por cota nos rendimentos mensais. Com esse efeito, a gestão projeta que os pagamentos alcancem R$ 1,10 por cota a partir de março de 2026, apoiando uma trajetória de estabilidade de proventos ao longo do ano.
No mês, o fundo imobiliário destacou outras frentes operacionais: novas locações no Botafogo Trade Center (1.058 m²), a saída da FOAM do Global Jundiaí e negociações avançadas para reocupação do espaço. Essas movimentações mostram disciplina na gestão de vacância e atenção à qualidade da base de inquilinos.
Principais movimentações: conclusão da venda do Jundiaí Industrial Park (lucro estimado de R$ 77 milhões); aquisição de 13% adicionais na Torre Crystal; novas locações no Botafogo Trade Center; tratativas para recomposição de ocupação no Global Jundiaí. A capacidade comercial do KNRI11 tem se mostrado resiliente mesmo em mercados desafiadores.
A distribuição extraordinária de R$ 0,22 por cota, paga em dezembro de 2025 por recebimentos antecipados de aluguel, foi compensada em janeiro de 2026. Com isso, o pagamento de 13 de fevereiro será de R$ 0,88 por cota. A partir de março, a expectativa é de reforço dos proventos com a recorrência adicional da venda.
Em termos operacionais, o fundo encerrou janeiro com vacância física de 4,30%, vacância financeira de 5,58% e vacância financeira ajustada de 5,92%. A aquisição adicional na Torre Crystal ocorreu a preço considerado atrativo, apoiada pelo histórico de performance e pelo potencial da região da Chucri Zaidan.
O KNRI11 mantém cerca de R$ 700 milhões em lucros potenciais não realizados, refletindo o gap entre custo histórico e laudos de avaliação. A estratégia de reciclagem segue ativa, priorizando captura de ganhos de capital em ativos “maduros” e realocação em oportunidades com maior retorno, fortalecendo a geração de renda recorrente ao longo do tempo.