O fundo imobiliário SNID11 iniciou 2025 preservando disciplina na alocação e foco em eficiência de carteira. Em janeiro, manteve a distribuição de R$ 0,13 por cota pelo terceiro mês consecutivo, enquanto negociou com ágio próximo de 8%, sinalizando confiança do mercado no seu desempenho e na política de rendimentos.
A combinação de distribuições consistentes e decisões ativas de gestão segue como motor do resultado, afirma Rodrigo Wainberg, da Suno Asset. A estratégia prioriza a otimização do portfólio, com reciclagens pontuais e captura de oportunidades em crédito, mantendo perfil de risco controlado e aderente ao mandato do fundo.
Durante o período, o SNID11 adquiriu R$ 3 milhões em debêntures da Suno Energias Limpas (SUNO11), precificadas a NTN-B + 1,80%. A compra ocorreu em meio à compressão de prêmios no secundário, garantindo taxa competitiva para o risco do ativo e reforçando a exposição a energia, um segmento com demanda estrutural elevada.
As debêntures, de geração distribuída e vinculadas ao maior FII de energia limpa da B3, foram acompanhadas por giro de carteira. A gestão encerrou posições em papéis incentivados com spreads comprimidos, como Energisa, Tucano e Rodovias do Araguaia, realizando ganhos de capital acumulados desde 2023. Entre as ações recentes: • Aquisição de SUNO11; • Venda de incentivados com spreads estreitos; • Realização de ganhos; • Manutenção da distribuição.
Fundo imobiliário: qual guidance do SNID11?
A gestão revisou o guidance de rendimentos para o 1º semestre de 2026, indicando faixa entre R$ 0,12 e R$ 0,15 por cota. A revisão para cima reflete melhoria na qualidade dos ativos e o efeito positivo da otimização do portfólio.
No acumulado, o fundo entrega 63,7% de retorno total na cota a mercado e 50,3% na cota patrimonial, superando CDI, IMA-B e índices de crédito em infraestrutura. Em janeiro, o carrego somou R$ 0,124 por cota; a marcação a mercado negativa foi parcialmente compensada por derivativos de swap, contribuindo para o resultado mensal.
O mercado de debêntures incentivadas mantém demanda forte, com mais de R$ 50 bilhões buscando alocação por necessidade de enquadramento. Esse fluxo tende a limitar aberturas de spread e favorecer reciclagens táticas quando surgirem alternativas atrativas. O SNID11 segue ampliando base de investidores e liquidez de forma orgânica, com negociação mensal de R$ 3,6 milhões e média diária de R$ 163 mil, reforçando um desenvolvimento sustentável do fundo imobiliário.