O fundo imobiliário MXRF11 definiu a distribuição de R$ 0,10 por cota referente à competência de junho de 2026, mantendo o mesmo valor pago nos dois meses anteriores. O pagamento ocorrerá em 14 de julho de 2026. Terão direito ao recebimento os investidores posicionados até o fim do pregão de 30 de junho de 2026, data-base da distribuição.
Com base no preço de fechamento de junho, de R$ 9,75 por cota, os rendimentos mensais equivalem a um dividend yield aproximado de 1,03%. A manutenção do patamar considera o desempenho recente do portfólio, cuja última base de resultados divulgada é a de maio, e a política de distribuição do fundo.
- Distribuição: R$ 0,10 por cota (junho/2026), pagamento em 14/07/2026
- Data-base: 30/06/2026; yield mensal estimado de 1,03% a R$ 9,75
- Rendimentos isentos de IR para pessoa física, conforme legislação
- Resultado de maio: R$ 46,57 milhões (R$ 0,1012/cota) em regime de caixa
- Reserva de correção monetária: R$ 21,83 milhões (R$ 0,047/cota)
- Carteira: CRIs 73,3%; FIIs 14,5%; permutas 8,9%; caixa 3,3%
- Retorno total bruto: 1,61% em maio; 7,85% em 2026; 16,31% em 12 meses
Detalhes da distribuição do MXRF11
O fundo informou que, à cotação de junho, os rendimentos do MXRF11 representam 1,03% no mês. Os proventos seguem o padrão dos fundos imobiliários (FIIs) de papel: isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que cumpridas as condições previstas na legislação.
A base operacional mais recente, que sustentou a distribuição anterior, mostra que o resultado em caixa de maio somou R$ 46,57 milhões, equivalente a R$ 0,1012 por cota. A composição foi de R$ 41,57 milhões no book de CRIs, R$ 5,61 milhões no de fundos e R$ 1,60 milhão no de permutas. “Book” se refere ao agrupamento temático da carteira por classe de ativos.
A reserva acumulada de correção monetária alcançou R$ 21,83 milhões, ou R$ 0,047 por cota. Essa reserva ajuda a suavizar a distribuição em períodos de maior volatilidade de índices de inflação e juros, comuns em carteiras atreladas a IPCA, INCC e CDI.
Na distribuição paga em 15 de junho de 2026, com cota de fechamento de R$ 9,98, o retorno equivalia a 88,88% do CDI no período já líquido de impostos. Considerando o “gross-up” de 15% — ajuste do retorno líquido para uma base bruta, usando como referência a alíquota mínima de IR em renda fixa —, o equivalente seria de 104,56% do CDI. Essa comparação apenas aproxima a relação entre proventos isentos e índices tributados.
Movimentações e composição do MXRF11 em maio
Em maio, houve alienações parciais nos CRIs República do Líbano, FGR, Helbor e VCA, além da venda total dos CRIs Oba BTS Taubaté e Matheus Ilheus. O ganho de capital conjunto foi de R$ 1,6 milhão, valor reconhecido em caixa.
No mercado primário, o fundo adquiriu nova tranche do CRI Mitre Michigan, no montante de R$ 30,0 milhões. Em fundos listados, a carteira registrou a venda de R$ 4 milhões em cotas de MCLO11, com ganho de capital de R$ 400 mil. Ao fim do mês, o veículo mantinha R$ 613,49 milhões aplicados em FIIs sob gestão.
No book de permutas, foram distribuídos R$ 1,6 milhão provenientes de quatro empreendimentos: Brooklin 2, Brooklin 4, Pinheiros 1 e Itaim Bibi. Permuta financeira é a operação pela qual o fundo financia projetos e recebe retornos vinculados às vendas ou receitas dos empreendimentos.
A alocação do portfólio encerrou maio distribuída em CRIs (73,3%), FIIs (14,5%), permutas financeiras (8,9%) e caixa (3,3%). Por indexador, IPCA+/INCC+ respondeu por 78,17% do book, com taxa média de aquisição de 8,65% ao ano e MTM de 10,16% ao ano. MTM (mark-to-market) é a taxa implícita de mercado para os títulos na data de referência.
Os ativos atrelados a CDI+ somaram 6,86%, com taxa de aquisição de 2,76% ao ano e MTM de 2,83% ao ano, enquanto FIIs representaram 14,97% da carteira. O spread de crédito do book de CRIs e permutas foi de 156 bps (basis points; 100 bps = 1 ponto percentual), considerando o MTM dos CRIs, com LTV médio de 56% — relação entre a dívida e o valor das garantias (loan-to-value).
Na carteira de CRIs, a concentração setorial destacou imóveis residenciais (31,01%) e varejo alimentício (20,20%). Em seguida vieram varejo (7,73%), properties (6,09%), agronegócio (4,48%) e shoppings (4,21%), além de 26,29% em outros segmentos. Essa distribuição diversifica risco por setor e por origem de fluxo.
Nos indicadores de desempenho, a cota patrimonial fechou maio em R$ 9,37 e a cota de mercado em R$ 9,98. O retorno total bruto foi de 1,61% no mês, acumulando 7,85% em 2026 e 16,31% em 12 meses. Frente aos índices de referência, o fundo superou a NTN-B principal em 0,77% e o IFIX em 2,95% no mês. Em 12 meses, a performance ficou 5,86% acima da NTN-B e 5,01% acima do IFIX.
Os dividendos do MXRF11 seguem, portanto, ancorados na geração de caixa dos CRIs, no resultado das participações em FIIs e nas receitas de permutas, combinando indexadores de inflação e CDI com métricas de risco observadas via spread e LTV.