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SNEL11 sobe 1,7% em um dia e movimenta R$ 4,4 milhões após integrar usinas solares

SNEL11 sobe 1,7% em um dia e movimenta R$ 4,4 milhões após integrar usinas solares
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário SNEL11 encerrou a terça-feira (30) em alta de 1,70%, a R$ 8,39, com liquidez de R$ 4,4 milhões. O movimento ocorreu após a incorporação de três usinas solares ao portfólio e em meio ao avanço da 5ª emissão de cotas, que pode alcançar cerca de R$ 2,3 bilhões, além do impacto positivo do reajuste tarifário na área de concessão da Cemig-D.

A valorização reflete a expansão da capacidade instalada do fundo, que passou a 103,5 MWp integralizados com 25 projetos operacionais, e os resultados de maio, quando o SNEL11 registrou aproximadamente R$ 16,36 milhões em resultado, impulsionado pelos novos ativos.

  • Cota subiu 1,70%, a R$ 8,39; volume financeiro foi de R$ 4,4 milhões.
  • Três usinas incorporadas: Várzea (PE), Canoa Quebrada (MT) e Poconé (MT); +15,6 MWp de capacidade.
  • Portfólio total: 25 projetos operacionais e 103,5 MWp de capacidade instalada integralizada.
  • Resultado de maio: cerca de R$ 16,36 milhões, com maior contribuição operacional.
  • 5ª emissão: 221,3 milhões de cotas a R$ 8,32 (captação potencial de R$ 1,84 bi); lote adicional pode elevar a ~R$ 2,3 bi; preço final de subscrição a R$ 8,65.
  • Reajuste homologado pela Aneel para a área da Cemig-D: TUSD +9,6% e TE -2,2% a partir de 28/5; efeito líquido de +5,2% na tarifa total.

SNEL11: 5ª emissão pode chegar a R$ 2,3 bilhões

O SNEL11 está em fase de captação para ampliar sua carteira de ativos. A 5ª emissão prevê, inicialmente, cerca de 221,3 milhões de cotas ao preço de R$ 8,32 por unidade, o que poderá levantar aproximadamente R$ 1,84 bilhão.

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Se o lote adicional for integralmente exercido, a oferta poderá atingir cerca de R$ 2,3 bilhões. Considerando os custos de distribuição, o preço final de subscrição foi definido em R$ 8,65 por cota.

Segundo a gestora, os recursos serão destinados majoritariamente à aquisição de novas usinas de geração distribuída — modelo em que a produção ocorre próxima ao consumo, conectada à rede de distribuição —, com foco em contratos de longo prazo para dar previsibilidade às receitas.

A expansão do portfólio tem sido acompanhada por aportes em empreendimentos operacionais. As aquisições recentes envolveram as usinas Várzea, em Pernambuco, e Canoa Quebrada e Poconé, em Mato Grosso, adicionando 15,6 MWp (megawatt-pico) ao parque. Com isso, a capacidade instalada integralizada atingiu 103,5 MWp.

Esse reforço operacional contribuiu para o desempenho financeiro de maio, quando o fundo apurou aproximadamente R$ 16,36 milhões em resultado. A base de ativos maior tende a sustentar a geração de caixa, especialmente em um cenário de recomposição tarifária na distribuição.

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Reajuste tarifário e efeito nas receitas do SNEL11

A partir de 28 de maio, a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) foi reajustada em 9,6%, enquanto a Tarifa de Energia (TE) recuou 2,2% na área de concessão da Cemig-D. O efeito combinado implica aumento líquido de 5,2% na tarifa total, percentual acima do IPCA acumulado no período.

A TUSD remunera a infraestrutura de distribuição de energia elétrica. Já a TE corresponde ao custo da energia fornecida. Para ativos de geração distribuída instalados em áreas com TUSD mais elevada, a atualização tarifária tende a ampliar o valor econômico do crédito de energia e, por consequência, a receita operacional dos projetos.

Como parte do portfólio do fundo está conectada à rede da Cemig-D, a atualização homologada pela Aneel deve favorecer a geração de caixa e a capacidade de distribuição de resultados nos próximos meses. O benefício decorre do aumento da TUSD, que impacta positivamente a remuneração dos sistemas fotovoltaicos nos contratos vigentes.

O movimento de mercado na sessão, com alta de 1,70% da cota e volume de R$ 4,4 milhões, ocorreu em um contexto de expansão operacional e captação em andamento. A combinação entre maior capacidade instalada, reforço de portfólio e atualização tarifária cria condições para aumento de receitas, a depender da execução dos investimentos e do cronograma de entrada dos novos ativos.

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