O Fiagro da AZ Quest, o fundo de investimento em cadeias do agronegócio AAZQ11, anunciou a distribuição de R$ 0,0825 por cota aos seus cotistas. Terão direito ao provento os investidores com posição no fundo ao fim do pregão desta terça-feira (30), que será a data-base para o recebimento.
O pagamento está previsto para 14 de julho. A partir de 1º de julho, as cotas passam a ser negociadas na condição de ex-dividendo. Com base na cotação atual, a distribuição implica um rendimento de 1,14% no período.
- Valor por cota: R$ 0,0825
- Data-base: terça-feira (30)
- Data de pagamento: 14 de julho
- Ex-dividendo: 1º de julho
- Rendimento no período: 1,14% de dividend yield
- Carteira alocada em agronegócio: 97,1% do PL em maio
- Composição de carteira: 65,2% em CRAs e 27,9% em Fiagros de crédito
- Resultado de maio: cerca de R$ 2,35 milhões
- Remuneração líquida da carteira: CDI + 2,17% ao ano
- Taxa ponderada de carrego em maio: 3,55%
- Movimentações: aumento no CRA da BRF (BRFS3) e aporte no Fiagro BR Agro
O fundo esclareceu que, para ter direito ao provento, é necessário manter a posição até o encerramento do pregão da data-base. Quem adquirir cotas a partir do dia útil seguinte, quando o papel negocia como ex-dividendo, não participa do pagamento anunciado.
Os rendimentos distribuídos por Fiagros são, via de regra, isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que cumpridos os requisitos previstos na legislação. Entre eles, a negociação em bolsa ou mercado de balcão organizado e a observância de limites de concentração por investidor.
Carteira e resultados do AAZQ11
Em maio, o AAZQ11 manteve elevada exposição a ativos de crédito do agronegócio, com aproximadamente 97,1% do patrimônio líquido alocado no segmento. A estratégia prioriza títulos indexados ao CDI e à inflação, buscando diversificação e estabilidade de fluxo.
A maior parte da carteira ficou concentrada em Certificados de Recebíveis do Agronegócio, os CRAs, que representaram 65,2% dos investimentos. Além disso, outros 27,9% estavam aplicados em Fiagros de direitos creditórios, que funcionam como veículos de investimento em operações de crédito ligadas ao setor.
No período, o fundo apurou resultado de aproximadamente R$ 2,35 milhões. Segundo a gestora, a remuneração líquida da carteira — já descontadas taxas e impostos — ficou em CDI mais 2,17% ao ano. A taxa ponderada de carrego encerrou maio em 3,55%, refletindo o retorno corrente dos ativos carregados na carteira.
A distribuição anunciada corresponde a um retorno de 1,14% no mês sobre a cotação atual, métrica conhecida como dividend yield. Essa taxa é calculada pela divisão do valor do provento pelo preço de mercado da cota no período de referência.
Movimentações recentes do AAZQ11
Entre as principais movimentações de maio, o AAZQ11 ampliou sua exposição ao CRA da BRF, companhia do setor de alimentos, com investimento adicional de aproximadamente R$ 6,2 milhões. A operação foi estruturada a 109% do CDI. Após o aporte, o papel passou a representar cerca de 3,7% do patrimônio líquido do fundo.
O Fiagro também realizou um aporte de cerca de R$ 2 milhões no Fiagro BR Agro, com remuneração acordada em CDI mais 5% ao ano. No mês, a carteira passou por amortizações previstas em cronogramas de emissões, além de ajustes nas posições de caixa, em linha com a política de gestão ativa dos vencimentos e da liquidez.
CRAs são títulos de crédito emitidos por securitizadoras, lastreados em recebíveis originados no agronegócio. Eles buscam financiar a cadeia produtiva, remunerando investidores por uma taxa atrelada a indicadores como CDI ou inflação. Já os Fiagros de direitos creditórios reúnem carteiras de operações de crédito do setor, oferecendo diversificação por emissores e prazos.
No que se refere ao ciclo de proventos, o calendário divulgado prevê a data-base em 30, o início do período ex-dividendo em 1º de julho e o pagamento em 14 de julho. A distribuição reforça a periodicidade de repasses de caixa aos cotistas, condicionada ao desempenho e à geração de receitas dos ativos que compõem a carteira.
Para investidores pessoas físicas, os dividendos distribuídos por Fiagros seguem a regra de isenção de IR, observados os critérios legais. A tributação pode variar para outros perfis de investidores, conforme a natureza e o enquadramento do veículo.