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Vacância de escritórios no Rio cai ao menor nível desde 2015

Vacância de escritórios no Rio cai ao menor nível desde 2015
Vacância de escritórios no Rio cai para 26,5% em 2025, menor nível desde 2015, aponta JLL - Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio - Foto: Alexandre Macieira/Riotur

O mercado de escritórios do Rio de Janeiro encerrou 2025 com taxa de vacância de 26,5%, o menor patamar desde 2015, segundo relatório do quarto trimestre da consultoria imobiliária JLL. O indicador recuou de forma contínua ao longo dos quatro trimestres, refletindo maior ocupação dos imóveis corporativos, especialmente nas regiões com estoques de melhor qualidade e localização estratégica.

A redução da vacância foi sustentada por absorção líquida positiva e pela ausência de novo estoque no período. No Centro, onde se concentram ativos consolidados e ampla oferta de serviços, a ocupação avançou com força, liderando a queda do índice. Já a orla registrou contribuição relevante e encerrou o ano com vacância em um dígito, sinalizando ajuste entre oferta e demanda.

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Entre os segmentos, o mercado corporativo carioca destacou os edifícios de padrão AA, que concentraram as principais entradas de inquilinos ao longo do ano. O Porto Maravilha teve desempenho expressivo no quarto trimestre, com absorções relevantes e sem devoluções, reforçando a atratividade do eixo para operações de grande porte e sedes administrativas.

Dinâmica de locação e drivers de demanda

O quarto trimestre registrou maior rotatividade, com mais empresas absorvendo e devolvendo áreas. De acordo com a consultoria imobiliária JLL, as cinco maiores absorções do período foram expansões de ocupantes já instalados, impulsionadas por crescimento orgânico e confiança nos ativos. O setor público permaneceu como principal motor da demanda, enquanto o segmento químico ganhou tração no fim do ano.

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Houve redução da disponibilidade de lajes corporativas acima de 10 mil m² em 2025. O Centro manteve a maior diversidade para grandes áreas, enquanto outras zonas apresentaram oferta limitada, o que tende a favorecer renegociações e decisões de longo prazo para consolidação de escritórios.

Preços, estoque e perspectivas

Sem novos lançamentos relevantes, a queda da vacância veio acompanhada de leve alta do preço médio pedido no consolidado anual, apesar do recuo pontual na orla e na Zona Sul no quarto trimestre.

O estoque total permaneceu estável, e a combinação de absorção positiva e pipeline contido reforçou a melhora dos indicadores de ocupação.

O mercado de escritórios carioca sinaliza recuperação gradual, com demanda concentrada no Centro e apoio contínuo do setor público, abrindo espaço para ajustes seletivos de preço e qualidade em 2026.

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