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RZAK11 reduz resultado em janeiro, mantém R$ 1,10 por cota

RZAK11 reduz resultado em janeiro, mantém R$ 1,10 por cota
RZAK11 lucra R$ 6 milhões, liquida CRI e confirma dividendos para fevereiro

O fundo imobiliário RZAK11 encerrou janeiro de 2026 com resultado de R$ 6,004 milhões, abaixo dos R$ 11,401 milhões de dezembro. A variação mensal decorreu, sobretudo, dos efeitos da estratégia de hedge e da oscilação dos ativos atrelados ao IPCA. Apesar disso, a gestão afirma que a carteira, em sua maioria, permaneceu alinhada às projeções, com exceção dos CRIs vinculados à Starbucks, que destoaram do esperado.

As receitas somaram R$ 6,929 milhões no período, frente a despesas de R$ 924 mil. No recorte da alocação, os títulos prefixados sofreram perdas de marcação a mercado, enquanto a abertura da curva de juros trouxe impacto positivo parcial. Esse ganho, porém, foi compensado pela desvalorização dos ativos indexados ao IPCA, limitando o resultado consolidado do mês para o RZAK11.

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A influência do hedge foi determinante para o desempenho. Em linhas gerais: a alta dos juros beneficiou posições direcionais; a queda dos ativos indexados ao IPCA reduziu o efeito líquido; e a marcação a mercado dos prefixados reforçou a pressão negativa. A leitura da gestão aponta para manutenção da disciplina tática, com ajustes graduais conforme o cenário.

Liquidação do CRI Allegra

A liquidação integral do CRI Allegra foi concluída em 12 de fevereiro, após nova emissão da companhia. A operação prevê pagamento de prêmio adicional ao longo de 2026, o que pode contribuir para recompor parte do carrego. Esse evento societário foi um dos destaques recentes, com impacto no fluxo de caixa e na rotação de posições do portfólio do FII RZAK11.

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Em termos de proventos, o fundo pagou R$ 1,10 por cota no 15º dia útil de janeiro, referente ao resultado de dezembro, dentro do guidance divulgado. Para fevereiro, manteve a distribuição em R$ 1,10 por cota, com data-base em 13 de fevereiro e pagamento programado para 24 de fevereiro de 2026. A regularidade dos rendimentos do RZAK11 reforça a consistência da política de distribuição, mesmo em ambiente de maior volatilidade.

Estrutura patrimonial e estratégia ativa

Ao fim de dezembro, a alocação bruta atingiu 106,99% do patrimônio líquido, via operações compromissadas reversas — instrumento usado para otimizar retorno e gestão de caixa. Em novembro, a cota patrimonial era de R$ 88,19, com patrimônio contábil de R$ 776.837.947,28, evidenciando escala e lastro da carteira.

A tese do RZAK11 combina crédito privado, securitização e operações estruturadas, com foco em garantias, pulverização e diferentes indexadores. Entre as frentes ativas estão Renda Fixa e Direct Lending, Securitização e Carteiras estruturadas, Agronegócio e Real Estate/Infraestrutura. A diversificação setorial e de riscos, somada ao uso criterioso de hedge, busca estabilidade de resultados ao longo dos ciclos econômicos.

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