Fundos Imobiliários

SNEL11 se torna referência em energia renovável!

SNEL11 se torna referência em energia renovável!

O mercado de fundos imobiliários segue crescendo, se diversificando e abrindo espaço para segmentos que vão além dos setores tradicionais, como shoppings e galpões logísticos. O SNEL11 é um exemplo dessas mudanças. O fundo, focado em energia limpa, concluiu sua 4ª emissão de cotas, com captação superior a R$ 620 milhões, consolidando-se como, não apenas um dos principais fundos listados, mas como o maior FII de energia renovável da B3.

Essa maior musculatura traz um aumento de patrimônio, que permite ganhar escala operacional e reforça o posicionamento do fundo dentro de um setor estratégico para o Brasil e para o mundo: a geração de energia renovável. Segundo o Balanço Energético Nacional (BEM) de 2025, a indústria brasileira usou 64,4% de fontes renováveis e 64,7% em 2023. Isso mostra que ainda existe espaço para crescimento, em uma matriz já majoritariamente limpa, o que demonstra já o potencial brasileiro para energias renováveis. Alinhado a isso, temos também as constantes melhorias tecnológicas nos setores de energia renovável, que permite também maior ganho de eficiência.

O post não tem caráter de recomendação e, caso tenha interesse em ter recomendações de profissionais, acesse a carteira recomendada da Suno.

Quanto o SNEL11 captou e como foi a emissão

A 4ª emissão do SNEL11 foi concluída em janeiro de 2026, com forte adesão dos investidores. No total, foram subscritas e integralizadas 72.325.934 novas cotas, ao preço de R$ 8,60 por cota, movimentando o montante de R$ 622.003.032,40.

A emissão ocorreu sob o regime de melhores esforços, dentro da regulamentação da CVM e com distribuição majoritariamente voltada ao investidor pessoa física, que respondeu pela maior parte das novas cotas adquiridas. O montante mínimo da oferta foi atingido, garantindo a viabilidade da operação, e a demanda demonstrou interesse significativo mesmo em um ambiente ainda influenciado por juros elevados.

Com essa captação, o fundo ganha porte, dilui despesas, amplia capacidade de investimento e reforça sua relevância dentro da categoria de FIIs temáticos e ligados à infraestrutura energética.

Como fica o fundo após a emissão?

Com o encerramento da oferta, o SNEL11 passa a operar com uma estrutura muito mais robusta, sendo que, em seu último relatório patrimonial, o patrimônio líquido estava em R$ 336.785.393, sendo que, ao somar esse valor com a nova captação, tem-se o valor de R$ 958.788.425,40. O SNEL11 segue focado em um modelo de negócio baseado na geração distribuída, com contratos estruturados de longo praz, majoritariamente na modalidade “take or pay”. Isso tende a proporcionar estabilidade de receita, característica valorizada especialmente em momentos de maior incerteza econômica.

Considerações Finais

O movimento recente do SNEL11 é um marco relevante tanto para o fundo quanto para o mercado de fundos imobiliários como um todo. Captar mais de R$ 620 milhões em um ambiente de juros elevados não é trivial e mostra que existe demanda crescente por ativos ligados a setores estruturais da economia – entre eles, a energia renovável.

Com maior escala, o fundo ganha competitividade, aumenta sua capacidade de investimento e se consolida como referência na categoria. Naturalmente, como em qualquer investimento, existem riscos envolvidos, como execução de projetos, estabilidade contratual e variáveis macroeconômicas. Por isso, o ideal é que o investidor avalie com cuidado o relatório gerencial, entenda a tese e veja se ela faz sentido dentro da sua estratégia, perfil de risco e horizonte de investimento.

Este conteúdo tem caráter informativo e não representa recomendação de compra ou venda de ativos. Para quem deseja aprofundar estudos e embasar melhor decisões, sempre vale recorrer a materiais técnicos e casas de análise especializadas.

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ACESSO RÁPIDO
    Daniel Campos
    Daniel Campos Especialista em Fundos Imobiliários
    Daniel Campos é graduado e mestre em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro, atuando na área de Direito Financeiro. Investidor em renda variável desde 2016 e é parceiro do Funds Explorer desde 2024.

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