Fundos Imobiliários

SNAG11 anuncia aumento de rendimentos.

SNAG11 anuncia aumento de rendimentos.

O SNAG11 (Suno Agro – Fiagro Imobiliário) vai pagar R$ 0,20 no dia 25 de fevereiro, o equivalente, segundo a gestão, a 1,80% de dividend yield (de acordo com a cota de fechamento do dia 30/01). Para os investidores interessados, a Data-base é dia 13 de fevereiro. Assim, para aqueles que se interessarem em receber esse rendimento, ainda dá tempo. Agora, é importante entender esse fundo (ou qualquer outro) antes de investir. Vamos, então, entender como o fundo funciona e seus indicadores com base no último relatório gerencial disponível e nos indicadores do Funds Explorer. Lembrando que nada aqui é uma recomendação e, caso tenha interesse em recomendações, assine a carteira recomendada da Suno.

Explicação do pagamento

Segundo o CIO, Vitor Duarte, em Live com CIO, o fundo vinha distribuindo menos, não teve nenhum evento de crédito e a gestão decidiu distribuir a reserva.

Ainda assim, não foi distribuída toda a reserva do fundo que será distribuída oportunamente no futuro.

Indicadores do fundo

Ao olhar para os indicadores objetivos do fundo, alguns pontos ajudam a contextualizar melhor esse pagamento. O SNAG11 possui hoje uma liquidez média diária em torno de R$ 1,6 milhão, o que permite ao investidor entrar e sair do ativo com relativa facilidade no mercado secundário. O patrimônio líquido gira em torno de R$ 627 milhões, o que posiciona o fundo entre os FIAGROs mais relevantes em termos de tamanho. Já o P/VP de 1,07 indica que o fundo negocia acima do seu valor patrimonial, algo que pode ser explicado, em parte, pela combinação entre nível de rendimentos, qualidade da carteira e percepção de risco por parte do mercado.

Ao olhar para os indicadores objetivos do fundo, alguns pontos ajudam a contextualizar melhor esse pagamento. O SNAG11 possui hoje uma liquidez média diária em torno de R$ 1,6 milhão, o que permite ao investidor entrar e sair do ativo com relativa facilidade no mercado secundário. O patrimônio líquido gira em torno de R$ 627 milhões, o que posiciona o fundo entre os FIAGROs mais relevantes em termos de tamanho. Já o P/VP de 1,07 indica que o fundo negocia levemente acima do seu valor patrimonial, algo que pode ser explicado, em parte, pela combinação entre nível de rendimentos, qualidade da carteira e percepção de risco por parte do mercado.

Do ponto de vista da estrutura de custos, o fundo apresenta uma taxa de administração de 0,07% ao ano e taxa de gestão de 0,80% ao ano, números que, somados, ficam em patamar competitivo dentro do universo de FIAGROs. Atualmente, o SNAG11 conta com 120.093 cotistas, o que reforça seu grau de pulverização e o interesse recorrente do investidor pessoa física. Outro dado relevante é a inadimplência zerada, conforme divulgado no último relatório gerencial, fator importante para um fundo cuja tese está diretamente ligada à geração de renda via crédito.

Segundo a própria gestão, o mês de dezembro foi marcado por solidez consistente do portfólio. Todos os ativos permaneceram adimplentes, sem sinais de deterioração de risco no curto ou médio prazo. Esse desempenho reflete o rigor adotado nos processos de originação, análise e seleção dos créditos que compõem a carteira, além de uma estratégia voltada à pulverização de risco, algo fundamental em fundos de crédito.

Além disso, conforme previsto, os imóveis do portfólio passaram pela reavaliação anual de valor justo. O imóvel localizado em Sorriso (MT) apresentou valorização de 5,77%, enquanto o imóvel de Primavera do Leste (MT) registrou valorização ainda mais expressiva, de 19,57%. Essas reavaliações geraram um impacto positivo de aproximadamente R$ 4,5 milhões na carteira, o que representa um acréscimo de R$ 0,075 no valor patrimonial por cota, conforme detalhado na carta de gestão.

Em termos de diversificação, o fundo conta atualmente com 265 devedores na carteira, o que contribui para a diluição de riscos específicos. Ainda assim, vale destacar que a maior alocação individual está no CRA Pulverizado Boa Safra, que representa 50,4% da carteira. Embora se trate de um CRA pulverizado, esse nível de concentração é um ponto que merece acompanhamento contínuo por parte do investidor.

Considerações finais

O pagamento anunciado de R$ 0,20 por cota reforça o posicionamento do SNAG11 como um FIAGRO voltado à geração de renda, sustentado por uma carteira de crédito adimplente, pulverizada e com gestão ativa. No entanto, como em qualquer fundo de crédito, é fundamental que o investidor vá além do valor do dividendo pontual e acompanhe indicadores como qualidade dos devedores, concentração da carteira, estrutura de custos e sustentabilidade dos rendimentos ao longo do tempo. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

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ACESSO RÁPIDO
    Daniel Campos
    Daniel Campos Especialista em Fundos Imobiliários
    Daniel Campos é graduado e mestre em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro, atuando na área de Direito Financeiro. Investidor em renda variável desde 2016 e é parceiro do Funds Explorer desde 2024.

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