O fundo imobiliário SNEL11 concluiu a compra da UFV Cruzeiro do Sul, sua primeira aquisição no Paraná, reforçando a estratégia de priorizar usinas solares operacionais com contratos vigentes. A entrada em um novo estado amplia a diversificação geográfica e fortalece a previsibilidade de receitas do portfólio. O ativo, localizado na área de concessão da Copel, tem capacidade de 2,5 MW (3,4 MWp) e contrato de energia compensada com a Nextron até setembro de 2029, assegurando estabilidade no médio prazo.
A estrutura contratual está alinhada à diretriz do SNEL11 de focar ativos maduros que geram caixa imediato, reduzindo riscos em relação a projetos em desenvolvimento. Entre os fatores decisivos estão o cenário macroeconômico mais desafiador, a redução do diferencial de retorno entre projetos em construção e usinas prontas e o aumento do risco de execução. Assim, o fundo abandonou a estratégia greenfield para concentrar capital em ativos já operacionais.
Desde a terceira oferta pública, a aquisição integra um conjunto de 20 operações concluídas, consolidando o ritmo de alocação de recursos. Além da UFV Cruzeiro do Sul, o fundo comprou a UFV Soleil, também no Paraná e com capacidade equivalente, elevando a presença regional e distribuindo riscos. A diversificação reduz a concentração setorial e geográfica, contribuindo para maior resiliência do portfólio.
Segundo a gestão, as aquisições recentes apresentam Taxa Interna de Retorno real de 14,44%, patamar competitivo para ativos maduros com menor risco operacional. Esse desempenho reforça a tese de priorização de caixa imediato e contratos de longo prazo. A estratégia também melhora a previsibilidade de distribuição de rendimentos aos cotistas.
Com essas operações, o SNEL11 passou a ter ativos em 22 municípios, espalhados por oito estados e pelo Distrito Federal. Essa malha geográfica dilui eventuais impactos regulatórios e de mercado locais, além de otimizar a alocação de geração e compensação de energia. A presença mais ampla amplia a eficiência operacional do fundo.
A base de investidores também avançou: o fundo atingiu 70 mil cotistas, apenas duas semanas após superar 65 mil. O marco veio na esteira da quarta oferta pública, que captou mais de R$ 620 milhões em um ambiente de juros elevados e menor apetite a risco. Com os recursos, o valor de mercado do SNEL11 passou a girar em torno de R$ 950 milhões, posicionando-o entre os maiores veículos listados focados em energia limpa no Brasil.