O mercado de escritórios de São Paulo consolidou liderança regional ao responder por 31% da área ocupada na América Latina nos últimos quatro trimestres, somando mais de 364 mil m² negociados, segundo a JLL. O desempenho ocorre em meio a uma recuperação ampla: entre o 2º semestre de 2024 e o 1º de 2025, a região teve alta de 43% no saldo de ocupação, enquanto o estoque cresceu 3,7%, indicando absorção acima da nova oferta.
No cenário paulistano, a combinação de absorção líquida robusta, queda de vacância e recomposição gradual de preços sinaliza um ciclo mais favorável para proprietários. Diferentes consultorias reportaram volumes expressivos de ocupação em 2025, com redução consistente dos espaços vagos e aluguéis em alta entre 4% e 6% no ano.
A Newmark apurou absorção líquida de 368 mil m² e bruta de 641 mil m² em 2025, com 107 mil m² e 160 mil m², respectivamente, no quarto trimestre. A vacância recuou a 15,9%, o menor nível desde 2012 em sua série histórica, reforçando a tração da demanda por ativos Classe A, AA e AAA.
A JLL, com metodologia própria e série desde 1998, registrou absorção líquida de 347 mil m² e bruta de 688 mil m² em 2025, também com redução da vacância. A Binswanger Brazil apontou 316 mil m² de absorção nos padrões A e A+, e taxa de 13,9%, enquanto o BTG Pactual, com dados da Buildings, indicou 238 mil m² no ano e queda da vacância A+ para 12,1%.
Preços seguem em recomposição. O BTG reportou avanço de 6% em 2025, com contratos acima de R$ 300 por metro quadrado em eixos disputados. A Faria Lima se aproximou desse patamar, enquanto a Binswanger estimou R$ 121,74/m² (+5,3% a/a) e a Newmark, R$ 115,2/m² no 4T25 (+4% a/a), refletindo menor pressão de oferta recente.
Entre as áreas com maior tração de demanda, Marginal Pinheiros, Faria Lima e Chucri Zaidan concentraram a absorção líquida no 4º trimestre, segundo o BTG, com vacância em queda e preços estáveis ou em alta. Regiões adjacentes também mostraram absorção positiva, ainda que em menor escala.
Os dados convergem para absorção relevante, redução de vacância e alta gradual de preços no mercado de escritórios paulistano em 2025, consolidando a recuperação das lajes corporativas no pós-pandemia.