O fundo imobiliário rendimentos do RECT11 apresentou em março de 2026 seu melhor desempenho em quatro meses, ao registrar lucro líquido em regime de caixa de R$ 3,731 milhões. O resultado foi impulsionado pelo ganho com propriedades, que somou R$ 4,454 milhões, refletindo maior eficiência operacional e avanços na gestão do portfólio. A combinação de receitas recorrentes e vendas estratégicas reforçou a geração de caixa do período.
Com base nesse desempenho, o RECT11 aprovou a distribuição de R$ 3.844.572 em proventos, equivalentes a R$ 0,45 por cota, com pagamento previsto para 15 de abril de 2026. Considerando a cotação de fechamento de março (R$ 39,36), os rendimentos do RECT11 resultam em dividend yield mensal de 1,14%, que alcança 13,72% em base anualizada. Após tributação aplicável sobre rendimentos financeiros, a rentabilidade do mês corresponde a 122% do CDI líquido.
No acumulado de 12 meses, o fundo distribuiu R$ 4,92 por cota, mantendo consistência em seu histórico de pagamentos. Desde maio de 2019 até março de 2026, o retorno total chega a 44,66% sobre a cota de referência de R$ 100, desempenho ligeiramente abaixo do CDI líquido do período, de 48,08%. Esse comparativo evidencia o comportamento do FII frente ao indicador de renda fixa.
Estratégia e alocação de capital
Como parte da gestão de passivos, o fundo imobiliário RECT11 avançou na venda de ativos com valores alinhados aos laudos de avaliação de dezembro de 2025. Foram concluídas quatro alienações: Parque Ana Costa, Canopus Corporate, Torre Rio Claro – Cidade Matarazzo e o imóvel na Avenida Europa, nº 884. As operações reforçam o reposicionamento do portfólio e a desalavancagem gradual.
Em paralelo, a administração do FII RECT11 mantém negociações com potenciais locatários, priorizando a redução de vacância e a ampliação da receita contratada. Essa frente operacional busca capturar ganhos de ocupação e melhorar a previsibilidade do fluxo de caixa.
Ao fim de março, o fundo somava R$ 920,8 milhões em ativos, com R$ 789,4 milhões em imóveis e R$ 2,77 milhões em renda fixa de liquidez diária. A carteira incluía ainda R$ 10,88 milhões em CRIs, R$ 108,8 milhões a receber de vendas e R$ 8,87 milhões em outros ativos. Do lado do passivo, as obrigações totalizavam R$ 153,9 milhões, sendo R$ 145,7 milhões em dívidas de aquisição de imóveis, a um custo médio de IPCA + 7,37% ao ano. Em conjunto, os dados sustentam os rendimentos do RECT11 e a continuidade da estratégia de geração de valor.