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RECR11 anuncia oferta de R$ 409,9 milhões na 13ª emissão de cotas

RECR11 anuncia oferta de R$ 409,9 milhões na 13ª emissão de cotas
Imagem gerada por IA

O RECR11 (REC Recebíveis Imobiliários) anunciou, em 3 de julho de 2026, o lançamento de sua 13ª emissão de cotas, por meio de oferta pública primária com registro automático concedido pela CVM. A operação tem oferta inicial de R$ 409,934 milhões, com 4.606.000 novas cotas ao preço unitário de R$ 89,00.

Destinada ao público investidor em geral, a oferta seguirá o regime de melhores esforços de colocação. Não há previsão de lote adicional nem de lote suplementar. O prospecto estabelece a possibilidade de distribuição parcial, mas condiciona a conclusão da oferta a um volume mínimo de aproximadamente R$ 30 milhões.

  • Tamanho inicial da oferta: R$ 409,934 milhões
  • Quantidade inicial: 4.606.000 novas cotas
  • Preço por cota: R$ 89,00
  • Registro automático: 03/07/2026
  • Público-alvo: investidores em geral
  • Regime de colocação: melhores esforços
  • Lotes adicional e suplementar: não previstos
  • Volume mínimo para conclusão: ~R$ 30 milhões
  • Política de alocação: majoritariamente CRIs
  • Benchmark: IMA-B + 1% ao ano

RECR11: recursos para ampliação da carteira

De acordo com o prospecto definitivo, os recursos líquidos serão alocados conforme a política de investimentos do fundo, com estratégia concentrada principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários — títulos de renda fixa lastreados em operações do setor imobiliário. A carteira-alvo permanece orientada a operações com diferentes indexadores, como CDI e IPCA, de acordo com as condições de mercado e o perfil de risco.

O benchmark do fundo é a variação do IMA-B acrescida de 1% ao ano. O objetivo é buscar essa referência por meio da aquisição de ativos compatíveis e de potenciais ganhos de capital em negociações secundárias.

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O documento apresenta uma lista indicativa de oportunidades que somam praticamente todo o montante pretendido na oferta. As operações contemplam segmentos de incorporação imobiliária, varejo, hotelaria e loteamentos, distribuídos por diferentes estados brasileiros. As taxas previstas variam entre emissões indexadas ao CDI e ao IPCA.

A administradora ressalta que essa lista é não vinculante. Segundo o prospecto, ainda não há documentos definitivos assinados para as operações elencadas. A seleção final dependerá das análises da gestão e poderá haver alterações na destinação dos recursos, sempre em conformidade com o regulamento do fundo.

Oferta do RECR11 ocorre após divulgação de resultados

A 13ª emissão é anunciada após o fundo registrar o maior resultado de caixa de 2026 até o momento, de aproximadamente R$ 29,6 milhões, impulsionado pelas receitas da carteira de CRIs. Na mesma ocasião, foi divulgada distribuição de R$ 1,118 por cota, o maior pagamento em 13 meses.

No encerramento de maio, o patrimônio do fundo estava próximo de R$ 2,35 bilhões, e os ativos totais somavam cerca de R$ 2,48 bilhões. Aproximadamente 95% da carteira permanecia investida em CRIs, distribuídos em cerca de 100 operações, além de participações em outros fundos imobiliários e uma pequena parcela em imóveis físicos.

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Entre os principais segmentos financiados pelos CRIs do fundo estão incorporação imobiliária, loteamentos, investimento imobiliário, hotelaria e varejo. A carteira apresenta diversificação geográfica, com exposição a diferentes estados, e maior concentração no estado de São Paulo.

Como funciona uma emissão de cotas do RECR11

A emissão de cotas é o processo pelo qual um fundo capta novos recursos junto aos investidores para expandir sua carteira de ativos. Caso a oferta anunciada seja concluída, o patrimônio do fundo poderá aumentar, viabilizando novas aquisições alinhadas à política de investimentos.

Conforme o prospecto, os recursos poderão ser direcionados a diferentes operações imobiliárias elegíveis, respeitando os critérios do regulamento e as análises da gestora. Se parte das oportunidades inicialmente mapeadas não se concretizar, a alocação poderá ocorrer em outros ativos previstos na política de investimentos, mantendo o foco em títulos lastreados no setor imobiliário e na aderência ao perfil de risco do fundo.

A ausência de lote adicional e suplementar limita o montante inicial da captação ao valor da oferta anunciada. A possibilidade de distribuição parcial existe, mas a liquidação depende do atingimento do volume mínimo de cerca de R$ 30 milhões. O regime de melhores esforços implica que as instituições coordenadoras buscarão a colocação das cotas junto ao mercado, sem garantia de subscrição integral.

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