O fundo imobiliário MCCI11 reportou resultado líquido de R$ 20,619 milhões em agosto de 2026, alta de 27% em relação a julho. No mês anterior, o resultado havia sido de R$ 16,204 milhões, equivalente a R$ 0,96 por cota.
O FII distribuiu R$ 16,960 milhões em agosto, ou R$ 1,00 por cota. Com base no preço de fechamento de R$ 95,60, o pagamento representou um dividend yield anualizado de 13,3%. Como o resultado superou a distribuição, o fundo encerrou o mês com R$ 0,26 por cota em reservas.
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- Resultado líquido de agosto: R$ 20,619 milhões (+27% m/m)
- Receitas totais: R$ 21,931 milhões; despesas: R$ 1,311 milhão
- Distribuição: R$ 1,00 por cota (R$ 16,960 milhões no total); dividend yield anualizado de 13,3% a R$ 95,60
- Reserva acumulada: R$ 0,26 por cota ao fim de agosto
- Guidance para 2º semestre de 2026: entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota/mês; expectativa de manter R$ 1,00 até o rendimento de dezembro de 2026 (pagamento em janeiro de 2027), sem garantia
- Alocação: 98% em ativos-alvo; 27 CRIs e 20 FIIs de CRI
- Composição por classe: 85% em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), 11% em FIIs, 2% em alocação tática e 2% em caixa
- Exposição setorial do crédito: logística 58%, residencial 17%, comercial 14%, varejo essencial 10% e hotéis 1%
- Indexadores: 95% IPCA e 5% CDI; garantias concentradas em São Paulo (61%) e demais estados do Sudeste (15%)
As receitas do mês somaram R$ 21,931 milhões, com R$ 8,850 milhões provenientes de juros e prêmio das operações de crédito. Ganhos de capital com crédito totalizaram R$ 6,039 milhões. A correção monetária dos ativos de crédito respondeu por R$ 3,956 milhões. As despesas do período foram de R$ 1,311 milhão.
A gestão informou que o excedente de resultado sobre os pagamentos, aliado ao fluxo de caixa esperado para os meses seguintes, pode sustentar as próximas distribuições de dividendos. O guidance para o segundo semestre segue entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota ao mês, com perspectiva de manter o topo da faixa, em R$ 1,00 por cota, pelo menos até o rendimento de dezembro de 2026, a ser pago em janeiro de 2027. A projeção não constitui garantia de rentabilidade futura.
Carteira do MCCI11 segue diversificada e adimplente
Segundo o relatório de setembro (fechamento de agosto), a carteira permaneceu sem movimentações relevantes. O portfólio segue diversificado e concentrado em ativos considerados resilientes, com todos os CRIs adimplentes.
Ao fim de agosto, 98% dos recursos estavam investidos em ativos-alvo. O FII mantinha 27 CRIs e 20 fundos imobiliários de CRI. Por classe, 85% da carteira estava em CRIs, 11% em FIIs, e 2% em alocação tática, além de 2% em caixa.
No crédito, a exposição por segmento era liderada por logística, com 58% do total. Em seguida, residencial com 17%, comercial com 14%, varejo essencial com 10% e hotéis com 1%.
Geograficamente, as garantias concentravam-se em São Paulo, com 61% de participação. Outros estados do Sudeste somavam 15% do total de garantias.
A indexação da carteira permanecia predominantemente ao IPCA, com 95% dos CRIs atrelados à inflação e 5% ao CDI. Entre as maiores posições, apareciam operações ligadas a Pirelli, Newport, DutraLog, Emergent Cold e River South.
Exposição a outros FIIs no MCCI11 amplia diversificação
A estratégia de diversificação do fundo inclui a exposição a outros FIIs de recebíveis. No fechamento de agosto, R$ 132,1 milhões, ou cerca de 8,3% dos recursos, estavam alocados em FIIs de CRI negociados no mercado.
Além disso, R$ 49,3 milhões, equivalentes a 3,1% do patrimônio, estavam aplicados em MCRE11. Dentro desse conjunto, a posição em CPTS11 representava 3,2% do ativo total e a alocação em MCRE11, 3,1%.
A carteira também incluía FLCR11, MANA11, EQIR11, HSAF11, WHGR11, GAME11, HREC11, XPCI11, BIME11, KIVO11 e RBRR11, além de posições menores. Parte delas foi adquirida por ofertas destinadas a investidores profissionais, alinhada ao objetivo de ampliar a diversificação e acessar diferentes segmentos de crédito imobiliário.
Segundo a gestão, essa abordagem permite diluir riscos e capturar oportunidades em estruturas e emissores variados, mantendo o foco em crédito imobiliário com garantias e indexação majoritária à inflação.