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EXES11 conclui oferta de R$ 56 milhões e supera 3 mil investidores

EXES11 conclui oferta de R$ 56 milhões e supera 3 mil investidores
Imagem gerada por IA

A Éxes Gestora de Recursos informou que a oferta de distribuição secundária do fundo imobiliário EXES11 foi liquidada na quarta-feira (23), com volume distribuído de R$ 56,1 milhões. O período de reserva ocorreu entre 4 e 16 de setembro, ao preço de R$ 9,50 por cota, com deságio de 1,82% em relação à cota patrimonial de 31 de julho de 2026.

A estrutura foi uma oferta secundária, em que não há emissão de novas cotas. As cotas negociadas pertenciam a um fundo cotista, e todos os custos ficaram a cargo do ofertante, sem impacto no patrimônio do FII. A administração e a coordenação líder da operação ficaram sob responsabilidade do BTG Pactual Serviços Financeiros.

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  • Volume total distribuído: R$ 56,1 milhões (R$ 56 milhões de base e R$ 103 mil de lote adicional).
  • Preço por cota: R$ 9,50; deságio de 1,82% sobre a cota patrimonial de 31/7/2026.
  • Período de reserva: 4 a 16 de setembro.
  • Sem emissão de novas cotas; custos arcados pelo ofertante.
  • Objetivo: ampliar a base de investidores e a liquidez no mercado secundário.
  • Carteira: 19 operações de crédito; LTV médio de 51,97% (nenhuma acima de 70%).
  • Carrego médio: CDI + 4,47% (pós-fixadas) e IPCA + 9,97% (indexadas à inflação).
  • Segmento predominante: incorporação residencial (43,9% do patrimônio líquido).
  • Rendimentos: R$ 0,13 por cota há 20 meses; isentos de IR para pessoa física (Lei 11.033/2004).
  • Ranking: 1ª posição em agosto de 2026 em dividend yield patrimonial entre 87 FIIs de recebíveis (16,21% a.a.).
  • Pipeline de originação proprietária estimado em R$ 375,8 milhões.

Base de cotistas do EXES11 e liquidez de mercado

Segundo a gestora, a operação buscou ampliar a base de investidores e fomentar a liquidez das cotas no mercado secundário. Há cerca de um ano, o fundo tinha aproximadamente 1.000 cotistas.

Com a liquidação, a Éxes estima que a base supere 3 mil cotistas, o que representaria multiplicação por três em 12 meses. O número é preliminar e será confirmado nos documentos da oferta e no próximo relatório gerencial do fundo.

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A expansão da base tende a contribuir para maior giro no mercado secundário. O objetivo declarado da gestora é reduzir fricções de negociação, com mais participantes e menor spread entre ofertas de compra e venda.

O que é o EXES11 e como está a carteira

O EXES11 é um fundo de papel, categoria de FII que investe majoritariamente em títulos de crédito imobiliário. A carteira reunia 19 operações na data-base informada pela gestora.

O LTV médio ponderado era de 51,97% e nenhuma exposição superava 70%. LTV é a relação entre o saldo devedor do crédito e o valor de avaliação do imóvel dado em garantia.

O carrego médio, que representa a taxa efetiva média das operações, era de CDI + 4,47% nas posições pós-fixadas e IPCA + 9,97% nas indexadas à inflação. A incorporação residencial concentrava 43,9% do patrimônio líquido, com diversificação nos demais segmentos.

A administração fiduciária e a coordenação líder da oferta ficaram sob o BTG Pactual Serviços Financeiros, conforme os documentos da operação. Por ser distribuição secundária, a transação não alterou o patrimônio do FII nem gerou diluição para os atuais cotistas.

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Rendimentos do EXES11 e posição no ranking de dividend yield

O fundo distribui R$ 0,13 por cota há 20 meses consecutivos. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, de acordo com a Lei 11.033/2004.

Em agosto de 2026, o EXES11 liderou o ranking de dividend yield patrimonial entre 87 FIIs de recebíveis, com 16,21% ao ano, segundo levantamento da gestora com dados Comdinheiro. Foi o 15º mês seguido no Top 10, série iniciada em junho de 2025.

O indicador considera o total de proventos distribuídos em 12 meses dividido pela cota patrimonial contábil, e não pelo preço de mercado. Por isso, reflete a geração de resultado em relação ao valor contábil do patrimônio do FII.

Com a conclusão da oferta secundária, a gestora informou que a estratégia se volta à manutenção do pipeline de originação proprietária, estimado em R$ 375,8 milhões na mesma data-base. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

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