O fundo imobiliário KNSC11 confirmou a distribuição de R$ 0,08 por cota em dividendos referentes ao resultado de fevereiro de 2026, com pagamento em 12 de março. Terão direito os investidores posicionados até o fim do pregão de 27 de fevereiro. O montante marca o menor nível de proventos dos últimos 15 meses, após uma sequência entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota.
Com base no fechamento de fevereiro, a R$ 9,19, o pagamento implica um retorno mensal aproximado de 0,87% em linha com o mercado de crédito imobiliário mais conservador. Além disso, os rendimentos do FII permanecem isentos de imposto de renda para pessoas físicas, conforme a regra vigente para fundos imobiliários listados.
A gestão do fundo imobiliário mantém estratégia focada em valores mobiliários de lastro imobiliário, com ênfase em CRIs e cotas de FIIs. Ao final de janeiro, a alocação somava 103,7% do patrimônio em ativos-alvo, com saldo em LCI (2,4%) e caixa (4,5%). Essa combinação busca equilibrar liquidez e retorno em diferentes indexadores.
A carteira de CRIs indexados ao IPCA representava 62,5% do patrimônio, com remuneração média marcada a mercado de IPCA + 10,28% ao ano e prazo médio de 7,1 anos. Já os papéis atrelados ao CDI correspondiam a 41,2%, pagando CDI + 3,10% ao ano, com duration média de 3,9 anos. Entre as metas da gestão, estão preservação de capital e distribuição recorrente de proventos.
Em janeiro, o FII KNSC11 registrou provisionamentos em duas operações de crédito ligadas a Casa&Video e Le Biscuit, equivalentes a 1,2% da carteira, após as companhias obterem proteção judicial de 60 dias para renegociação. No caso da Le Biscuit, o CRI conta com garantia de alienação fiduciária de um centro logístico, cujo laudo aponta valor cerca de 70% acima do saldo devedor.
O fundo mantém operações compromissadas reversas lastreadas em CRI, com exposição por volta de 10,5% do patrimônio líquido, nível classificado pela gestão como adequado. Em meio ao ambiente de crédito, a administração reforça disciplina na originação, monitoramento de garantias e liquidez para sustentar a política de distribuição de rendimentos. Para o cotista, os atuais dividendos refletem o ajuste do portfólio e o cenário macro, enquanto a estratégia busca mitigar riscos e preservar a capacidade de pagamento.