O FIIB11 enfrenta uma inadimplência parcial de uma de suas principais locatárias do segmento industrial, que passou a pagar apenas 50% dos aluguéis desde setembro de 2025. A empresa alega dificuldades de fluxo de caixa decorrentes de sazonalidade e do cenário adverso na cadeia automotiva, agravado por incertezas no comércio global. A administradora negou inicialmente o pedido de postergação, mas a locatária manteve o pagamento parcial de forma unilateral.
O montante em atraso soma R$ 1,66 milhão, alcançando cerca de R$ 1,79 milhão com encargos contratuais. O impacto estimado ao cotista é de R$ 0,48 por cota ao mês, refletindo a redução temporária na receita e os custos financeiros da inadimplência. Diante disso, a gestão comunicou esforços para mitigar os efeitos e preservar o patrimônio do fundo, observando as cláusulas dos contratos e as melhores práticas de governança.
Negociações foram conduzidas para evitar disputa judicial, com foco na postergação dos aluguéis de setembro a dezembro de 2025 e do valor com vencimento em janeiro de 2026. A proposta previa parcelamento a partir de fevereiro de 2026, com inclusão dos encargos previstos contratualmente, totalizando aproximadamente R$ 1,79 milhão. Também entrou na mesa a renovação dos contratos de locação — hoje por prazo indeterminado — e a apresentação de novas garantias.
A locatária chegou a demonstrar concordância inicial, porém não formalizou o acordo. Sem assinatura, a relação permaneceu indefinida no plano jurídico, e outras condições essenciais, como a renovação dos contratos de locação e o oferecimento de garantias adicionais, não avançaram. Esse impasse levou o fundo imobiliário a reavaliar sua estratégia de cobrança e a reduzir a tolerância com soluções exclusivamente amigáveis.
Medidas de cobrança e eventuais medidas judiciais passaram a ser consideradas, incluindo a rescisão contratual por inadimplência e a possível retomada dos imóveis, conforme previsto em contrato. A administradora informou que seguirá atualizando o mercado por meio de fatos relevantes, resguardando o direito do fundo e dos cotistas.
Para os investidores, o efeito direto é o impacto de R$ 0,48 por cota ao mês, sujeito a revisão conforme o desfecho das tratativas ou decisões judiciais. O FIIB11 reafirma sua política de transparência e continuará informando os desdobramentos relevantes, buscando um equilíbrio entre a recuperação de créditos e a manutenção da ocupação dos ativos.