O Fiagro Suno Fazendas (SNFZ11) movimentou R$ 812 mil em volume financeiro no pregão desta terça-feira (13), em semana de atenção aos rendimentos dos fundos, com 15 de outubro no calendário de referência para diversas carteiras. No último pagamento confirmado, referente a setembro, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota, com data-base em 15 de setembro e pagamento em 25 de setembro.
O fundo ampliou sua exposição a terras agrícolas após concluir, em julho, a compra de três fazendas no estado do Mato Grosso. A operação elevou o portfólio para seis imóveis rurais e três CRAs, totalizando nove ativos, todos arrendados e com vacância física e financeira zerada.
Principais pontos:
- Volume financeiro de R$ 812 mil no pregão de terça-feira (13)
- Data de referência de rendimentos em 15 de outubro para vários fundos
- Último pagamento: R$ 0,10/cota (data-base 15/9, pagamento 25/9)
- Três novas fazendas no MT (Panteão, Berrante e Guaraipós)
- Portfólio: seis fazendas e três CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio)
- Exposição a imóveis rurais de R$ 306,8 milhões (256,3% do patrimônio líquido)
- Arrendatária Jequitibá Agro; vacância física e financeira em zero
- Resultado de julho: R$ 1,59 milhão (~R$ 0,131/cota); distribuição de R$ 0,10/cota
- Base de 15.785 cotistas em julho e marca acima de 16 mil após a expansão
- Terceira oferta pública captou R$ 51,8 milhões para viabilizar aquisições
SNFZ11 conclui aquisições
Em julho, o Suno Fazendas concluiu a aquisição das fazendas Panteão, Berrante e Guaraipós, ampliando a presença do veículo no mercado de terras agrícolas do Centro-Oeste. As compras ocorreram no âmbito da terceira oferta pública, que movimentou R$ 51,8 milhões, segundo a gestão.
Com a conclusão das transações, o portfólio passou a reunir seis propriedades rurais e três CRAs — Certificados de Recebíveis do Agronegócio, instrumentos de renda fixa lastreados em créditos do setor. A combinação de ativos imobiliários e CRAs busca capturar a valorização patrimonial das terras e gerar renda recorrente por meio dos contratos de arrendamento e dos recebíveis.
A exposição em imóveis rurais alcançou R$ 306,8 milhões, equivalente a 256,3% do patrimônio líquido. Todas as fazendas estão arrendadas à Jequitibá Agro, o que mantém a taxa de vacância física e financeira em zero. Arrendamentos são contratos pelos quais o operador agrícola paga ao proprietário pela utilização da terra, garantindo previsibilidade de fluxo de caixa ao fundo.
No período, o fundo reportou resultado de R$ 1,59 milhão, aproximadamente R$ 0,131 por cota, patamar compatível com o observado em meses anteriores. Diante disso, a distribuição referente a setembro foi de R$ 0,10 por cota, mantendo a série recente de pagamentos mensais.
SNFZ11: expansão no MT
A base de investidores cresceu com a expansão do portfólio. O fundo encerrou o período com 15.785 cotistas, novo recorde histórico à época, após a entrada de 564 novos investidores em julho. Após as aquisições e a oferta, a gestora informou que o veículo ultrapassou a marca de 16 mil investidores, tornando-se o maior do segmento em número de cotistas, segundo a Suno Asset.
As novas propriedades localizam-se em dois municípios do estado. Em Nova Lacerda (MT) estão as fazendas Guaraipós e Berrante. A Guaraipós possui 2.242 hectares, dos quais 1.319,23 hectares são de área útil para cultivo. A Berrante soma 1.164 hectares, com 722,98 hectares de área útil.
Já a Fazenda Panteão está em Gaúcha do Norte (MT), município onde o fundo também detém as fazendas Coliseu. A Panteão tem 317 hectares, sendo 96,63 hectares de área útil. As áreas úteis referem-se às porções agricultáveis das propriedades, destinadas à produção.
A terceira oferta pública foi o instrumento utilizado para financiar as aquisições. A captação de R$ 51,8 milhões representou crescimento próximo a 50% do patrimônio, segundo a gestão, e endereçou a estratégia de diversificação e incremento de renda do veículo.
No curto prazo, o calendário de 15 de outubro como data de referência para rendimentos mantém o foco do mercado na geração de caixa e na consistência de pagamentos. Em setembro, o fundo pagou R$ 0,10 por cota, com crédito realizado em 25 de setembro, sem alteração no patamar de distribuição.
A manutenção de contratos de arrendamento ativos com a Jequitibá Agro e a presença de títulos de crédito como os CRAs sustentam o perfil de geração de renda do portfólio, enquanto a exposição às terras agrícolas do Fiagro Suno Fazendas adiciona componente de valorização de longo prazo, conforme a dinâmica de preços do mercado de terras.