O fundo imobiliário BRCO11 anunciou distribuição de R$ 0,92 por cota referente a fevereiro de 2025, o maior patamar em oito meses e uma alta frente à sequência anterior de R$ 0,87. O pagamento será efetuado em 13 de março para quem detinha cotas até 27 de fevereiro. Com a cota a R$ 124,00 no fim do mês, o yield mensal aproximado é de 0,74%, isento de IR para pessoas físicas.
A carteira do BRCO11 é composta por 14 imóveis logísticos, com ABL total de 591 mil m² e potencial de expansão de até 15%. A receita anual estabilizada supera R$ 213 milhões, com 71% da geração atrelada a ativos last mile. Esse perfil reforça a resiliência operacional em regiões de alta demanda e prazos de entrega reduzidos.
Posicionamento e ocupação reforçam a tese do BRCO11. Cerca de 23% da ABL está em raio de até 25 km da capital paulista, hub logístico estratégico. A vacância física é de 7% e o prazo médio remanescente dos contratos atinge 4,8 anos, contribuindo para previsibilidade de fluxo de caixa e menor rotatividade.
Cerca de 36% dos contratos são atípicos, garantindo maior estabilidade de receitas e penalidades mais rígidas em eventuais saídas. Mais de 74% dos inquilinos possuem grau de investimento, o que reduz o risco de inadimplência e sustenta a qualidade de crédito dos recebíveis do portfólio.
No eixo comercial, o Bresco Canoas locou 15.553 m² para a M. Dias Branco, equivalente a 47% da ABL do ativo. Restam 17.724 m² vagos, com tratativas iniciais para cerca de 16.620 m², praticamente toda a área disponível, o que pode reduzir a vacância em breve.
No Bresco Embu, seguem desocupados 7.629 m² de galpão e 14.084 m² de pátio. A gestão relata negociações avançadas para a locação integral, com demanda estimada em cerca do dobro do espaço vago, sinalizando aquecimento do mercado local.
O Flex Viracopos atingiu ocupação total após a entrada da Nu Pagamentos (Nubank) em contrato de 9.150 m². Em seguida, a FedEx ampliou 1.560 m², zerando a vacância do imóvel e fortalecendo a geração de renda do BRCO11.