O fundo imobiliário SNME11 anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota, com data-base em 15 de abril de 2026 e pagamento em 27 do mesmo mês. A partir do fechamento de março (R$ 9,52), o yield mensal estimado é de 1,05%. A gestão reforça a estratégia de diversificação entre diferentes classes do mercado, buscando equilibrar renda corrente e ganho de capital.
Em fevereiro, o desempenho ficou alinhado aos principais indicadores: o retorno patrimonial foi de 1,17%, enquanto a cota no secundário recuou 1,03%. Com a distribuição de R$ 0,10, o retorno total do período ficou próximo de zero, refletindo um ambiente de mercado ainda seletivo.
No fechamento do mês, o ativo negociava a R$ 9,62, ligeiramente acima do valor patrimonial de R$ 9,59. A liquidez seguiu estável, com volume médio diário de cerca de R$ 415 mil, suficiente para dar suporte às movimentações táticas da carteira.
O fundo manteve desempenho próximo ao IFIX, que avançou 1,32% no mês, e ao IMA-B IPCA + Yield, que subiu 1,24%. Desde setembro de 2023, o SNME11 acumula alfa de 15,61% sobre o IFIX e 5,89% sobre o índice atrelado à inflação, sinalizando consistência na execução.
A carteira de FIIs foi o principal vetor de resultado, acompanhando a valorização do índice setorial, enquanto os CRIs também contribuíram positivamente. Em fevereiro, o resultado somou R$ 656 mil; o resultado distribuível atingiu R$ 0,0884 por cota, com distribuição de R$ 0,10, apoiada por reserva de R$ 0,0397 por cota.
A gestão elevou a exposição tática, aumentando a posição em CXCO11 e alocando aproximadamente R$ 10 milhões em operação estruturada via FII Alianza Renda Mais. O veículo reúne 18 operações com remuneração média de IPCA + 12,86% a.a., ampliando a diversificação setorial e regional.
Estratégia e incorporação do SNFF11 no fundo imobiliário
A estrutura dessa alocação conta com subordinação de 24%, priorizando a cota sênior, enquanto o excedente beneficia a cota subordinada — onde o SNME11 investe — com TIR projetada próxima de 18% ao ano. O momento é visto como oportuno, com spreads acima da média histórica e potencial de compressão de taxas à frente.
A alocação já considera a incorporação do SNFF11, que deve elevar o patrimônio para pelo menos R$ 420 milhões. Com maior escala, a gestão espera intensificar oportunidades de carrego e capturar ganhos de capital, mantendo a disciplina na seleção de ativos e na gestão de riscos do portfólio.