O OIAG11 reportou em abril resultado contábil de aproximadamente R$ 1,09 milhão, equivalente a R$ 0,121 por cota, com distribuição de R$ 0,120 por cota e reforço de reservas. A gestão destacou que a estratégia segue focada em crédito do agronegócio, com atenção à previsibilidade das distribuições e à manutenção de liquidez para novas oportunidades.
Em linha com esse plano, o fundo ampliou a exposição a ativos do setor ao adquirir R$ 2,5 milhões em cotas seniores do Florindo Agro Fiagro, com remuneração atrelada a CDI + 3,5% ao ano. A operação elevou a fatia de ativos-alvo na carteira para 97,5% do patrimônio líquido, ante 94,3% no mês anterior, consolidando o perfil de alocação voltado ao agro.
Mesmo com as novas alocações, o OIAG11 encerrou abril com aproximadamente R$ 2,2 milhões em caixa, valor que deverá ser destinado a operações em análise. A gestão indica pipeline ativo, priorizando estruturas de crédito com garantias e prazos compatíveis com o mandato do fundo, além de oportunidades secundárias.
A reserva acumulada alcançou cerca de R$ 0,148 por cota, servindo como colchão para suavizar eventuais oscilações de resultado. Esse mecanismo é relevante em momentos de volatilidade no mercado de crédito e no agronegócio, contribuindo para a estabilidade das distribuições mensais.
A média de resultado dos últimos 12 meses foi de R$ 0,105 por cota, patamar próximo ao nível atualmente distribuído. A composição das receitas mostra diversificação: rendimentos de outros Fiagros responderam por 58,2% do caixa gerado no período; CRAs e CRIs representaram 36,2%; e aplicações de renda fixa, 5,6%. Essa mistura dilui riscos específicos e favorece a consistência do portfólio.
Em março, a gestão já havia reforçado a estratégia de crédito pulverizado, com destaque para a alocação de R$ 630 mil na Fator Tarken Mezanino, com remuneração de CDI + 5,0% ao ano. Houve ainda o pré-pagamento do CRA Fiagril, que gerou prêmio adicional de cerca de R$ 11 mil, contribuindo positivamente para o desempenho.
Com alocação em ativos-alvo de 94,3% em março e 97,5% em abril, o fundo evidencia trajetória de incremento da exposição ao agro, mantendo disciplina na originação e seleção de operações. O OIAG11 segue atento a novas oportunidades que sustentem o fluxo de rendimentos e o equilíbrio entre risco e retorno.