O ALZC11 encerrou a sessão desta sexta-feira (24) em alta de 2,05%, a R$ 7,47, e iniciou sua quarta emissão de cotas. A oferta, sob a Resolução CVM 160, poderá captar até R$ 100 milhões para ampliar o patrimônio e sustentar a estratégia de alocação em crédito imobiliário.
A operação prevê a emissão inicial de 10.736.938 novas cotas ao preço de R$ 9,314 por unidade, já considerando o custo de distribuição. A captação será pública e poderá ser parcialmente distribuída, caso o volume inicialmente previsto não seja integralmente colocado.
- Cotas sobem 2,05% no dia, fechando a R$ 7,47
- Quarta emissão visa captar até R$ 100 milhões
- Emissão inicial: 10.736.938 cotas a R$ 9,314
- Oferta pública sob a Resolução CVM 160, com possibilidade de distribuição parcial
- Carteira segue majoritariamente em CRIs (75,5% do PL)
- Carrego médio próximo de IPCA + 12% ao ano
- Fundos imobiliários representam 22% da carteira
- Distribuição mantida em 132% do CDI
Ao longo de maio, o fundo promoveu ajustes na carteira. Reduziu posições em fundos imobiliários e reestruturou parte da exposição a Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que são títulos de dívida lastreados em créditos do setor imobiliário.
Segundo a gestora, as movimentações afetaram pontualmente a receita do período. Houve impacto por realização de perdas em algumas vendas e pela ausência temporária de determinados ativos nas datas de pagamento de rendimentos.
Esses efeitos, contudo, foram absorvidos pelas reservas extraordinárias já constituídas. Essas reservas foram formadas para dar suporte ao processo de reciclagem do portfólio e mitigar volatilidade de distribuição durante realocações.
Ao final de maio, 75,5% do patrimônio líquido do fundo permanecia investido em CRIs. O carrego médio da carteira de crédito estava próximo de IPCA + 12% ao ano. A exposição a fundos imobiliários representava 22% da carteira consolidada.
A oferta em andamento ocorre em consonância com a política de investimento do veículo, que prioriza ativos de renda fixa do segmento imobiliário. A estrutura da operação considera a possibilidade de distribuição parcial, prática prevista na Resolução CVM 160 para adequar a captação à demanda.
As novas cotas serão emitidas a R$ 9,314 por unidade, valor que já inclui um custo de distribuição estimado em R$ 0,0136 por cota. Eventuais recursos remanescentes após o pagamento das despesas da oferta serão incorporados ao patrimônio do fundo, conforme o regulamento.
Emissão do ALZC11 reforça capacidade de investimento
Com a nova emissão, o fundo pretende ampliar sua capacidade de realizar novas alocações e acelerar o crescimento do patrimônio. O direcionamento segue focado em ativos de crédito, mantendo a predominância de CRIs na composição do portfólio.
De acordo com a gestora, a combinação entre uma carteira majoritariamente alocada em crédito, a manutenção de uma distribuição equivalente a 132% do CDI e a ampliação do patrimônio por meio da oferta busca sustentar o crescimento do fundo e sua capacidade de geração de renda no longo prazo.
A estratégia formalizada para esta captação visa dar continuidade ao processo de reciclagem iniciado em maio. A realocação procura otimizar risco e retorno da carteira de crédito, preservando a distribuição mensal com base nas reservas extraordinárias quando necessário.
A Resolução CVM 160, que rege ofertas públicas, permite estruturação com esforços amplos de distribuição e regras de divulgação específicas. No desenho da operação, a gestora ressalta que a possibilidade de distribuição parcial dá flexibilidade para adequar o tamanho da captação às condições de mercado.
No curto prazo, os efeitos da reciclagem podem gerar oscilações de receita por saída e entrada de ativos entre datas de corte. No entanto, a manutenção de reservas e o foco em CRIs com carrego atrelado a IPCA + 12% visam preservar a previsibilidade de fluxos no portfólio.
Ao final, com 75,5% do patrimônio líquido em CRIs e 22% em fundos imobiliários, o perfil do fundo permanece aderente à sua política. A nova oferta deve expandir a base de capital para acelerar originações e aquisições de crédito imobiliário, preservando a disciplina de alocação e o enquadramento regulatório.