O XPLG11 reportou lucro de R$ 33,22 milhões em março, ligeiramente abaixo dos R$ 34,05 milhões de fevereiro, e anunciou distribuição de R$ 0,82 por cota. O valor implica dividend yield anualizado de 9,78% considerando o preço de fechamento de março, reforçando a consistência de geração de caixa do fundo mesmo diante de ajustes pontuais.
A receita total do mês somou R$ 42,44 milhões, enquanto custos e despesas atingiram R$ 9,22 milhões, sustentando um resultado recorrente sólido. Com base nesses números, o fundo distribuirá R$ 33,44 milhões em rendimentos. O pagamento ocorrerá em 15 de abril de 2026, contemplando cotistas atuais e os recibos da 9ª emissão em andamento, o que favorece a ampliação da base de investidores.
O fundo imobiliário XPLG11 mantém saldo relevante de resultados acumulados. O NE Logistic FII, veículo integralmente controlado, possui resultado caixa remanescente de R$ 1,38 por cota, já considerando a base atual de cotas e os recibos da oferta. A gestão pretende alinhar a distribuição ao fluxo de caixa semestral para dar mais previsibilidade ao investidor.
Esse alinhamento deve facilitar o planejamento dos desembolsos e a estabilidade dos pagamentos, reduzindo a volatilidade de curto prazo nos proventos. A orientação também apoia a visibilidade dos fluxos futuros dos dividendos do XPLG11, permitindo melhor comparação com pares de mercado e ajustes táticos na carteira.
Movimentações na carteira indicaram devoluções relevantes de área em março: foram desocupados 10,7 mil m² no ativo de Piracicaba, por dois inquilinos, e 1,9 mil m² no empreendimento Syslog RJ por outro locatário. Como efeito, a vacância física subiu para 8,7%, e a vacância financeira encerrou o período em 4,3%. As áreas liberadas já estão em comercialização, o que pode mitigar o impacto ao longo dos próximos meses.
A 9ª emissão de cotas segue em curso, com volume inicial de R$ 1 bilhão, sujeita a diligências e condições precedentes. Os recursos devem financiar novas aquisições logísticas, reforçando a diversificação geográfica e setorial — pilar estratégico da gestão — e diluindo riscos concentrados. O foco permanece na qualidade creditícia e na expansão eficiente do portfólio.
A base de locatários segue distribuída, com presença de varejo e e-commerce, incluindo nomes como Mobly, Via Varejo e B2W. Essa pulverização reduz concentração de receitas e melhora a resiliência operacional, especialmente frente a eventuais saídas pontuais, contribuindo para a manutenção do perfil defensivo do fundo.