O fundo imobiliário RBRY11 reportou resultado líquido de R$ 7,595 milhões em fevereiro, queda de 61% frente aos R$ 19,474 milhões de janeiro. O recuo foi explicado por uma despesa extraordinária e não recorrente de R$ 0,52 por cota, referente ao pagamento de taxa de performance do segundo semestre de 2025 ao antigo gestor, impactando diretamente o resultado do mês.
As receitas somaram R$ 19,941 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 8,064 milhões. A despeito do menor desempenho, o fundo distribuiu R$ 1,09 por cota em 17 de março, utilizando de forma integral a reserva acumulada de resultados. Esse pagamento foi o menor dos últimos 11 meses, refletindo o efeito pontual da cobrança extraordinária.
Redução de alavancagem
A nova gestão indicou que pretende reduzir a alavancagem nos próximos períodos, priorizando reciclagem de ativos e otimização do risco-retorno. Entre as principais métricas do portfólio, destaca-se a alocação de 106,4% do patrimônio líquido, evidenciando o uso de alavancagem, com 99,1% investidos em CRIs e operações estruturadas e 9,0% de exposição em compromissadas.
A rentabilidade média ponderada do portfólio é de 16,2% ao ano (CDI + 2,8% a.a.), com prazo médio de 2,1 anos e spread médio de 1,8% ao ano. Em termos de indexadores, 88% dos ativos estão atrelados ao CDI, com retorno médio de CDI + 4,1% ao ano, 12% ao IPCA (IPCA + 0,9% a.a.) e 0,1% ao IGP-M (IGP-M + 9,1% a.a.).
Estratégia e composição do portfólio
A carteira do RBRY11 é composta por 56 CRIs e uma operação estruturada, distribuídas em quatro segmentos. O setor residencial concentra 89% dos investimentos, seguido pelo logístico com 10%. Geograficamente, São Paulo responde por 70% da exposição em CRIs, reforçando foco em mercados com maior profundidade e liquidez.
Durante o período, a gestão aumentou posições no CRI MOS Jardins e Pinheiros II (aporte de R$ 2,8 milhões), no CRI Pulverizado MK CDI (R$ 1,4 milhão, CDI + 4,5% a.a.), no CRI Global Realty – Itacema (R$ 4 milhões, CDI + 4,75% a.a.) e no CRI Tael (R$ 6 milhões, CDI + 3,8% a.a.). Em contrapartida, reduziu R$ 18,6 milhões nos CRIs Baroneza e Jardim Europa, e liquidou integralmente a posição no CRI Union, liberando R$ 8,4 milhões.
Essas movimentações integram a estratégia de reciclagem de carteira, buscando melhorar o carrego dos ativos e diminuir a alavancagem. A administração reforça que o foco é aprimorar a relação risco-retorno, preservando a qualidade do crédito e a liquidez. Com isso, o fundo imobiliário espera normalizar a distribuição nos próximos meses, à medida que o efeito da despesa não recorrente se dilui.