O fundo imobiliário TJKB11 anunciou a distribuição de R$ 2,50 por cota a investidores posicionados até 17 de março de 2026, valor R$ 0,40 menor que o do mês anterior e o mais baixo em 18 meses. O pagamento ocorrerá em 25 de março, com isenção de IR para pessoas físicas, conforme a legislação vigente. A gestão atribuiu a queda a eventos não recorrentes que afetaram o período de 16 de fevereiro a 15 de março.
Entre os fatores apontados, destacam-se a inadimplência temporária de uma locatária estratégica, o descasamento entre a aquisição de ativos e o reconhecimento de receitas e o impacto momentâneo da expansão do portfólio. Segundo o comunicado, esses efeitos são pontuais e tendem a se dissipar no próximo mês.
A inadimplência envolve a T.K.S. Sistemas Hospitalares e Consultórios Médicos, que não quitou aluguéis vencidos em março após mudança de controle. A empresa informou estar reorganizando o caixa e se comprometeu a regularizar as pendências até o fim do mês. Caso ocorra a quitação, as receitas serão reconhecidas apenas em abril no resultado do fundo imobiliário TJKB11.
Os imóveis impactados incluem unidades em São Paulo, como conjuntos no Edifício Instituto do Sono, na Rua Marselhesa (Vila Clementino), além de ativos no Tatuapé, Jardins e região da Avenida Adolfo Pinheiro. A diversificação geográfica no eixo de saúde permanece um pilar da tese do fundo.
A expansão do portfólio também pesou no curto prazo. O FII TJKB11 concluiu a compra de três imóveis locados ao Instituto do Sono por R$ 271,56 milhões, via integralização da 4ª emissão: 969.852 novas cotas a R$ 280,00 cada. Os contratos, com prazo de 15 anos e reajuste pelo IPCA, projetam R$ 2,38 milhões em aluguéis, com rentabilidade bruta estimada de 10,52% ao ano.
Houve descasamento: as novas cotas já participam da distribuição de março, mas os aluguéis serão apropriados a partir de abril. Esse timing diluiu o dividendo atual, sem a contrapartida imediata das receitas. Ainda assim, a gestão vê os efeitos como transitórios.
Para abril, a expectativa é de normalização dos rendimentos do fundo imobiliário. Com a regularização da T.K.S. e o início da contabilização dos novos aluguéis, os proventos devem refletir o potencial do portfólio ampliado e a resiliência de contratos longos indexados ao IPCA.