O ETF NDIV11 anunciou a maior distribuição de dividendos de sua história: R$ 2,7582272 por cota. O valor implica um dividend yield (DY) de 2,24% no mês e eleva o acumulado de 12 meses para 10%, reforçando o apelo do ETF para quem busca renda. O pagamento ocorrerá em 15 de janeiro de 2026 para investidores posicionados até 8 de janeiro de 2026, conforme comunicado da gestora.
Como o maior ETF de renda variável do Brasil em patrimônio e número de cotistas, o NDIV11 se destaca por replicar o Ibovespa Smart Dividendos, índice que seleciona empresas com histórico consistente de proventos nos últimos seis anos. A estratégia combina diversificação ampla com foco em empresas resilientes, oferecendo exposição a pagadores recorrentes.
A gestão utiliza aluguel de ações para mitigar o impacto da taxa de administração na performance. Essa receita adicional é incorporada ao patrimônio do fundo, elevando o ganho do cotista sem alterar a composição da carteira. Entre as vantagens, estão eficiência operacional e potencial de retorno superior em ciclos de mercado distintos.
Fatores macro e tributários impulsionaram os proventos em 2025. A mudança no ambiente fiscal levou companhias a anteciparem e aumentarem distribuições, beneficiando diretamente o ETF NDIV11. Segundo a gestora, a carteira do Ibovespa distribuiu cerca de R$ 600 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio no ano, com aceleração nos meses finais.
A composição setorial do índice é ampla: Utilidade Pública (28%), Materiais Básicos (26%), Financeiro (25%), Consumo Cíclico (7%), Comunicações (4%), Energia (4%), Bens Industriais (3%) e Consumo Não Cíclico (3%). Essa distribuição busca equilíbrio entre resiliência e ciclicidade, reduzindo concentração de risco.
Entre os principais papéis, destacam-se CMIG4, CPFE3, CPLE3, ISAE4 e TAEE11 (utilities); VALE3, CSNA3, BRAP4, GOAU4 e CMIN3 (materiais básicos); BBAS3, BBSE3, ITSA4, BBDC4 e CXSE3 (financeiro). Também compõem a carteira DIRR3 e CURY3 (consumo cíclico), TIMS3 (comunicações), PETR4 (energia), POMO4 (bens industriais) e MBRF3 (consumo não cíclico).
No horizonte, a tese do fundo permanece ancorada em empresas do Ibovespa com longa trajetória de pagamento de proventos. O NDIV11 mantém a diversificação setorial como pilar para equilibrar risco-retorno, mirando constância na geração de renda e potencial de valorização no médio e longo prazos.