O fundo imobiliário RBRX11 reportou resultado de R$ 12,9 milhões em novembro e manteve a distribuição de R$ 0,09 por cota, com dividend yield anualizado de 14,7% a partir do preço de fechamento do mês. Os rendimentos foram pagos em 22 de dezembro aos cotistas com posição até 12 de dezembro, enquanto a reserva de lucros encerrou o período em R$ 0,003 por cota. A gestão reafirma a estratégia de reforçar ativos geradores de caixa e ampliar a previsibilidade de proventos.
Em linha com a consolidação do antigo RBRF11 no RBRX11, a gestão segue reduzindo exposição ao TEPP11, movimento que também captura ganhos de valorização ao longo do ano. Ao mesmo tempo, cresce a alocação em crédito e diminui, de forma gradual, a participação em FIIs listados considerados não estratégicos neste ponto do ciclo.
No crédito, o foco está em operações com garantias robustas e remuneração atrelada ao CDI, buscando melhorar o dividendo recorrente e a relação risco-retorno. Em novembro, foram alocados R$ 20 milhões no CRI Embraed Alaia, ativo de alto padrão em Balneário Camboriú, com taxa de CDI + 4,0% ao ano e garantias como alienação fiduciária, cessão de recebíveis, aval e covenants, incluindo LTV de 65%. Em dezembro, a gestão avançou na alocação de cerca de R$ 130 milhões em um CRI High Grade, remunerado a CDI + 1,6%, vinculado a um FII logístico relevante.
Operações estruturadas seguem em execução. O fundo conclui a venda de uma unidade do empreendimento Kalea Jardins, no qual o RBRX11 detém cinco unidades. A transação deve gerar ganho de capital relevante e se encaixa na tese de “curva J”, que combina desembolso inicial com retorno potencial superior ao de CRIs após a maturação.
Guidance e distribuição permanecem estáveis. A gestão projeta manter o dividendo em R$ 0,09 por cota até o fim de 2025, alinhado ao material da consolidação entre RBRF e RBRX11. O objetivo é elevar o FFO recorrente e sustentar pagamentos mensais consistentes aos cotistas.
No patrimônio, cerca de 11,9% está alocado em posições sem geração de caixa mensal, o que, segundo a gestão, cria espaço para retornos acima da média no médio prazo. No cenário-alvo, o potencial de distribuição pode evoluir de R$ 0,101 para R$ 0,12 por cota, conforme a nova alocação é implementada gradualmente pelo RBRX11.