O fundo imobiliário HGBS11 reportou resultado de R$ 20,624 milhões em junho, valor inferior ao do mês anterior, sustentado por receita imobiliária de R$ 25,788 milhões e despesas de R$ 6,206 milhões. Por cota, o resultado foi de R$ 0,143, enquanto a distribuição ficou em R$ 0,170 por cota, paga em 14 de julho de 2026 aos detentores de cotas em 30 de junho.
O recuo mensal ocorreu em um contexto de operação relevante anunciada em maio, com potencial geração de lucro não recorrente, e de indicadores operacionais estáveis nos shoppings da carteira. Os proventos distribuídos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme a legislação vigente.
- Resultado de junho: R$ 20,624 milhões
- Receita imobiliária: R$ 25,788 milhões; despesas: R$ 6,206 milhões
- Resultado por cota: R$ 0,143; distribuição: R$ 0,170 por cota
- Pagamento: 14 de julho de 2026; data-base: 30 de junho
- Venda de 18,375% do I Fashion Outlet Novo Hamburgo por R$ 63,400 milhões
- Lucro não recorrente estimado: R$ 47,979 milhões
- Vendas em maio: R$ 1.501/m² (+8,6% ano contra ano); vacância: 4,7%
- NOI de maio: R$ 87,9/m² (+0,3% ano contra ano; +6,0% no acumulado de 2026)
O que pesou no resultado do HGBS11
Em 19 de maio de 2026, a Hedge DTVM concluiu a venda de 18,375% do I Fashion Outlet Novo Hamburgo por R$ 63,400 milhões, com pagamento em cinco parcelas. A administração estima um lucro não recorrente de aproximadamente R$ 47,979 milhões para o fundo decorrente da transação.
Apesar do avanço esperado com esse evento, o resultado de junho ficou abaixo do mês anterior. O desempenho refletiu as linhas operacionais recorrentes do portfólio, com receita imobiliária de R$ 25,788 milhões e despesas totais de R$ 6,206 milhões no período.
No operacional, as vendas dos shoppings somaram R$ 1.501 por metro quadrado em maio, alta de 8,6% em relação a maio de 2025. No acumulado de 2026, as vendas cresceram 4,4% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.
A vacância encerrou maio em 4,7% da ABL, ante 4,8% em abril e em maio de 2025. O NOI (resultado operacional líquido) por metro quadrado atingiu R$ 87,9, com avanço de 0,3% na base anual e alta acumulada de 6,0% em 2026.
A distribuição de R$ 0,170 por cota, superior ao resultado por cota de R$ 0,143 em junho, foi paga em 14 de julho de 2026 aos cotistas posicionados em 30 de junho. Conforme a legislação aplicável, os proventos são isentos de IR para pessoas físicas que atendam às condições legais.
Alavancagem e aquisições do HGBS11
A dívida do fundo é composta por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) emitidos ao longo dos últimos anos para suportar aquisições estratégicas. O CRI HGBS I foi emitido em junho de 2023 para a primeira aquisição de 40% de participação no Shopping Jardim Sul.
Em dezembro de 2024, os CRIs HGBS II e Habitasec foram estruturados para viabilizar a compra de 25% do Shopping Jaraguá Araraquara. Essas captações reforçaram a presença do fundo em ativos considerados estratégicos.
Na sequência, em dezembro de 2025, o CRI PSC foi levantado para a aquisição de 20% do ParkShopping São Caetano. Em janeiro de 2026, os CRIs Bauru I e Bauru II financiaram a compra de 35% do Boulevard Shopping Bauru.
Essas operações de crédito compõem a alavancagem do portfólio, com lastro em aquisições direcionadas a ampliar a exposição do fundo a shoppings com escala e relevância regional. A estrutura busca equilibrar prazos e custos de capital frente à geração de caixa operacional.
Composição da carteira do HGBS11
O FII HGBS11 encerrou o mês com participação em 19 shopping centers, distribuídos por 14 cidades e cinco estados. São 14 ativos detidos de forma direta, quatro por meio de cotas de outros FIIs (HPDP11, FVPQ11, FLRP11 e ABCP11) e um em estrutura mista, direta e via WPLZ11.
Os shoppings representam 96,9% da carteira. Em sete ativos, o fundo detém participação majoritária, o que corresponde a 48% do valor investido em ativos classificados como estratégicos pela gestão.
Por classe de ativo, a alocação é a seguinte: imóveis, 72,8% da carteira; FIIs, 24,1%; FIIs líquidos, 1,0%; CRIs e LCIs, 1,9%; e fundos de renda fixa, 0,2%. A diversificação inclui posições diretas e indiretas em centros de compras, além de instrumentos de crédito imobiliário.
Entre os operadores, a ALLOS lidera com 32% de participação, seguida por AD Shopping (17%), Ancar (14%), Soul Malls (12%), WE9 (10%) e Multiplan (7%). As demais participações estão com Plena Malls (3%), SYN (2%), Partage (2%) e Alqia (1%).
Entre os principais ativos, o Parque D. Pedro responde por 18% da carteira do fundo, com participação de 22,0%, ABL de 126.323 metros quadrados e vacância de 1,6%. As vendas foram de R$ 1.626 por metro quadrado, alta de 5,0% em 12 meses, e o NOI de R$ 140,2 por metro quadrado.
O Shopping Jardim Sul representa 14% da carteira, com participação de 80,0%, ABL de 28.748 metros quadrados e vacância de 3,2%. As vendas foram de R$ 2.406 por metro quadrado e o NOI, de R$ 142,9 por metro quadrado, conforme dados mais recentes divulgados pela gestão.