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Com yield mensal de 1,17%, PORD11 divulga resultado e liquida CRI

Com yield mensal de 1,17%, PORD11 divulga resultado e liquida CRI
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário PORD11 apurou resultado total de R$ 4,267 milhões em maio de 2026. O desempenho agregou R$ 3,832 milhões de resultado de ativos e R$ 1,055 milhão de resultado financeiro, já após despesas totais de R$ 620 mil. Pela competência de maio, o fundo distribuiu R$ 0,098 por cota.

No acumulado de 12 meses, os rendimentos somam R$ 1,18 por cota. O desempenho equivale a um retorno anualizado de 14,13% sobre a cota de mercado de R$ 8,35 no fechamento do mês, ou IPCA + 9,94% ao ano considerando uma duration de três anos. Com aplicação do gross-up de IR (ajuste para o rendimento bruto tributável), o indicador sobe para IPCA + 12,34% ao ano.

  • Resultado total de maio: R$ 4,267 milhões
  • Resultado de ativos: R$ 3,832 milhões; resultado financeiro: R$ 1,055 milhão
  • Despesas no mês: R$ 620 mil
  • Distribuição: R$ 0,098 por cota em maio
  • Rendimentos dos últimos 12 meses: R$ 1,18 por cota
  • Retorno anualizado: 14,13% ao ano sobre R$ 8,35; IPCA + 9,94% a.a.
  • Gross-up de IR: IPCA + 12,34% a.a.
  • Inflação acumulada não distribuída: R$ 0,024 por cota
  • Valor de mercado: R$ 311,3 milhões; patrimônio líquido: R$ 355,9 milhões
  • Cota de mercado: R$ 8,35; cota patrimonial: R$ 9,55; P/VP: 0,87x
  • Yield mensal sobre a cota de mercado: 1,17%
  • Duration da carteira: 3,33 anos (prazo médio ponderado dos fluxos)

Operações e alocação do PORD11

O principal movimento pós-fechamento ocorreu em junho, com a liquidação do CRI Marca Brasil. O fundo recebeu R$ 4,5 milhões, equivalentes a 1,26% do patrimônio líquido, e há previsão de mais R$ 2,0 milhões. Com isso, a exposição total projetada alcança 1,83% do patrimônio líquido, com possibilidade de nova tranche.

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A Marca Brasil atua como incorporadora nos segmentos comercial, residencial e loteamentos, com mais de 50 empreendimentos entregues em Minas Gerais. A operação é lastreada por carteira de recebíveis de loteamentos performados, com LTV médio de 82% (relação entre o saldo devedor e o valor de garantia), alienação fiduciária de 13 unidades já entregues, fundo de reserva equivalente a quatro parcelas e overcollateral de cerca de 160% do saldo devedor (excesso de garantia). A remuneração contratada é de IPCA + 14,98% ao ano.

Além disso, o fundo possui dois term sheets assinados, ambos em operações com estruturação própria, que consumiram aproximadamente 8% do patrimônio líquido. Outras operações permanecem em análise, seguindo a política de crédito e de alocação gradativa de recursos.

No mês, o valor de mercado permaneceu abaixo do patrimônio líquido, refletido no múltiplo P/VP de 0,87x. A cota de mercado terminou a R$ 8,35, ante cota patrimonial de R$ 9,55. O retorno mensal sobre a cota de mercado foi de 1,17%, alinhado à política de distribuição e à geração de caixa recorrente dos ativos de crédito.

Para o horizonte de 12 meses, os rendimentos somados a R$ 1,18 por cota, em base de fechamento, implicam um retorno total anualizado próximo a 14,13%, indicador que o fundo também refere como IPCA + 9,94% ao ano em base real para uma carteira com prazo médio de três anos. Em base bruta (gross-up do IR), o retorno real implícito avança para IPCA + 12,34% ao ano. O fundo ainda reteve R$ 0,024 por cota de inflação acumulada a distribuir, conforme a marcação da carteira indexada ao IPCA.

Como é formada a carteira do fundo imobiliário PORD11?

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Por tipo de operação, a carteira está distribuída entre CRI corporativo série única (31%), caixa (27%), CRI corporativo sênior (11%), FII (9%), CRI pulverizado sênior (9%), CRI pulverizado mezanino (6%), CRI pulverizado série única (5%) e CRI corporativo série subordinada (2%).

Na indexação, os CRIs atrelados ao IPCA somam 32,2% do patrimônio líquido, com taxa de marcação a mercado de IPCA + 10,26% ao ano. Os títulos indexados ao CDI representam 27,4%, com spread de CDI + 4,38% ao ano. As posições em FIIs respondem por 9,3%. Em menor proporção, há CRIs em IGP-M (2,1%, a IGP-M + 9,61% a.a.), CRIs prefixados (0,6%) e debêntures atreladas ao CDI (0,5%, a CDI + 3,37% a.a.).

Por segmento econômico, a carteira de CRIs se distribui em renda urbana (19,3%), Minha Casa, Minha Vida (15,2%), residencial (14,2%), hospitalar (11,8%), laje corporativa (11,7%), residencial e comercial (11,5%), loteamento (6,0%), transporte (4,7%), varejo alimentício (3,1%), varejo (1,4%) e energia (1,1%). Sob a ótica do risco, o crédito corporativo responde por 68%, enquanto a carteira pulverizada representa 32%.

A composição e o escalonamento de garantias — incluindo alienação fiduciária, fundos de reserva e sobrecolaterais — visam manter a razão de garantia adequada ao perfil de risco de crédito. A presença de indexadores variados (IPCA, CDI, IGP-M e prefixado) busca diversificar a exposição a inflação e juros, influenciando o comportamento do fluxo de caixa e o indicador de dividend yield. A duration de 3,33 anos indica sensibilidade moderada a variações de taxas, compatível com os prazos médios de liquidação dos CRIs.

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