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RZAG11 leva a cotistas proposta para ampliar ativos elegíveis do Fiagro

RZAG11 leva a cotistas proposta para ampliar ativos elegíveis do Fiagro
BRCR11 tem lucro 15,9% maior. Foto: Suno/Banco

O RZAG11 (Riza Agro Fiagro) convocou seus cotistas para deliberar, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), sobre a proposta de alteração da política de investimentos do fundo. A consulta formal está em curso e será encerrada em 13 de julho.

A administração propõe ampliar o rol de ativos elegíveis, hoje concentrado em operações de crédito ligadas ao agronegócio, principalmente via Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). A mudança não altera imediatamente a composição da carteira, mas define novos ativos passíveis de aquisição, conforme o regulamento e decisões futuras da gestão.

Principais pontos:

  • Consulta da AGE com término em 13 de julho
  • Inclusão de CRIs de imóveis rurais e cadeias agroindustriais, CDCAs, CPR-Fs, CDAs, WAs, CIRs e outros direitos creditórios do agronegócio
  • Possibilidade de aquisição de cotas de outros Fiagros
  • Sem mudança imediata na carteira; ampliação do universo de investimento
  • Alocação atual: 95,4% do patrimônio investido; 100% indexado ao CDI
  • Perfil da carteira: 82% longo prazo; 14% custeio de safra; 4% caixa
  • Garantias: 89% com aval e alienação fiduciária de terras
  • Distribuição em abril: R$ 0,12 por cota; resultado de R$ 8,03 milhões; dividend yield mensal de 1,28%

O que pode mudar no RZAG11

Se aprovada, a proposta permitirá ao fundo investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) vinculados a imóveis rurais ou a cadeias agroindustriais. Também incluirá Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs), Cédulas de Produto Rural com Liquidação Financeira (CPR-Fs), Certificados de Depósito Agropecuário (CDAs), Warrants Agropecuários (WAs) e Cédulas Imobiliárias Rurais (CIRs).

A proposta abrange ainda outros direitos creditórios atrelados ao agronegócio, além da possibilidade de adquirir cotas de outros fundos do segmento, observados limites e condições regulatórias.

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De acordo com a documentação submetida à assembleia, o objetivo é incorporar esses instrumentos à política de investimentos do fundo, sujeitando sua efetiva alocação à aprovação dos cotistas e à análise de mercado pela gestão.

A administração destaca que a medida não implica alterações automáticas na carteira. Ela apenas amplia os ativos permitidos, que poderão ser utilizados conforme oportunidades e a estratégia definida.

Como está a carteira do RZAG11

No momento da proposta, o fundo reportava alto nível de alocação. Em abril, 95,4% do patrimônio líquido estavam investidos, segundo a gestão.

A carteira estava integralmente indexada ao CDI, refletindo o perfil das operações vigentes no fundo. Esse indexador acompanha a taxa básica de juros de referência do mercado interbancário.

Do total investido, 82% estavam em operações de longo prazo, voltadas a financiamento de maior duração. Cerca de 14% estavam em operações de custeio de safra, que atendem necessidades de capital de giro do ciclo produtivo. Os 4% restantes permaneciam em caixa.

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Quanto às garantias, aproximadamente 89% da carteira contavam com aval e alienação fiduciária de terras. Na distribuição setorial, a cadeia da soja representava 43% do portfólio, seguida por sementes de soja, milho, algodão e outras culturas agrícolas.

RZAG11: distribuição e resultado de abril

Em abril, o fundo registrou resultado de R$ 8,03 milhões, conforme relatório gerencial. No mês, distribuiu R$ 0,12 por cota aos investidores. O valor correspondeu a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,28%, considerando a cotação utilizada no cálculo pela gestão.

A aprovação da nova política de investimentos não altera, por si só, os rendimentos distribuídos aos cotistas. A iniciativa trata da ampliação de ativos elegíveis para o portfólio do Fiagro, mantendo eventuais alocações condicionadas às análises da gestão e às condições de mercado.

O foco operacional atual segue em operações de crédito do agronegócio por meio de CRAs, mas, com a aprovação, o fundo poderá acessar uma base mais ampla de instrumentos. Isso pode favorecer a flexibilidade de alocação ao longo do tempo, sem comprometer as restrições do regulamento vigente.

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