O fundo imobiliário RECT11 informou nova distribuição de proventos no valor de R$ 0,45 por cota, com pagamento em 14 de agosto de 2026. A operação marca o 10º mês consecutivo com o mesmo montante por cota e refere-se ao resultado de julho.
Terão direito ao recebimento os investidores posicionados no fechamento do pregão de 7 de agosto, data de corte definida pela gestão. Considerando a cotação de R$ 35,33 no encerramento de julho, os dividendos do RECT11 representam dividend yield aproximado de 1,27% (rendimento em relação ao preço da cota).
Os proventos serão creditados automaticamente aos cotistas elegíveis na data prevista. Para pessoas físicas que atendam aos requisitos legais, os valores distribuídos são isentos de Imposto de Renda. A gestão manteve, ainda, a divulgação de atualizações relevantes sobre portfólio, ocupação e passivo financeiro no relatório de julho de 2026.
Principais pontos:
- Valor dos proventos: R$ 0,45 por cota; 10º mês seguido no mesmo patamar
- Data de pagamento: 14/08/2026; data de corte: 07/08/2026
- Preço de referência: R$ 35,33 (fechamento de julho)
- Dividend yield estimado: 1,27%
- Proventos referentes ao resultado de julho; crédito automático
- Isenção de IR para pessoas físicas elegíveis, conforme legislação
- Portfólio: 7 imóveis; ABL total de 84,7 mil m²
- Ocupação: 92,8% ao fim de julho; 6.104 m² vagos
- Estratégia ativa de reciclagem de portfólio com quatro alienações recentes
- Passivo líquido ao fim de julho: R$ 23,1 milhões
Portfólio e contratos após os dividendos do RECT11
O RECT11 reportou, no relatório de julho, a manutenção de uma carteira composta por sete imóveis, somando 84,7 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). No mês, a gestão celebrou o quinto aditivo ao contrato com a Corteva Agriscience, formalizando a renovação da locação do 6º, 7º e 8º pavimentos da Torre Sul do Canopus Corporate, que totalizam 4.566,63 m².
O novo período contratual terá duração de três anos, com início em setembro de 2027. A gestão também informou a segregação dos espaços ocupados: a partir de agosto, a Corteva permanece no 7º andar, enquanto a CTVA Proteção de Cultivos assume os 6º e 8º pavimentos.
A estratégia de reciclagem de portfólio foi mantida, com quatro alienações destacadas recentemente: ativos no Parque Ana Costa, no Canopus Corporate, na Torre Rio Claro (Cidade Matarazzo) e o imóvel da Avenida Europa, 884. Segundo o relatório, novas oportunidades de desinvestimento continuam sendo avaliadas, desde que os preços estejam alinhados aos laudos de avaliação de dezembro de 2025.
Na composição por ativos, o Canopus Corporate representava 28,2% da ABL ao fim de julho, seguido por Barra da Tijuca Corporate (27,4%) e Evolution Corporate (17,6%). Quanto à classificação dos imóveis, 64% da ABL está em ativos AA, 24% em AAA e 12% em A, conforme critérios informados pela gestão.
Ocupação e finanças do fundo após os dividendos do RECT11
A taxa de ocupação encerrou julho em 92,8%, com 6.104 m² de áreas vagas. As principais disponibilidades concentravam-se no Barra da Tijuca Corporate (1.296,27 m²), no Canopus Corporate (3.980,27 m²) e no Complexo Madeira (827,03 m²). A administração informou estar em tratativas com potenciais locatários para as áreas remanescentes, com foco na redução de vacância.
No âmbito financeiro, o fundo mantém obrigações relacionadas principalmente às aquisições do Barra da Tijuca Corporate e do Evolution Corporate. O passivo líquido recuou para R$ 23,1 milhões ao final de julho, ao se considerar os recursos financeiros disponíveis e os montantes a receber referentes às alienações já concluídas.
O resultado de julho sustenta a manutenção do patamar de distribuição, enquanto a reciclagem de ativos e a gestão de contratos seguem como vetores para a otimização do portfólio. Os rendimentos do RECT11 permanecem isentos de IR para pessoas físicas que atendam aos critérios legais, e o pagamento seguirá o cronograma divulgado.
A administração reforçou que seguirá avaliando operações de venda a preços aderentes aos laudos de dezembro de 2025, buscando administrar passivos e preservar a disciplina de capital. As negociações em andamento para ocupação de áreas vagas visam mitigar impactos de vacância e sustentar a previsibilidade de caixa.