O Prisma Proton Energia FIP-IE (PPEI11) encerrou o 2º trimestre de 2026 com foco em geração de caixa e distribuição recorrente de proventos. Listado na B3 desde outubro de 2020, o fundo detém quatro autorizações para exploração de ativos de geração de energia solar, todos em operação e com alta disponibilidade.
A disponibilidade média entre abril e junho variou de 99,1% a 99,8%, superando a meta de 99% usada para certificação P50, parâmetro estatístico que indica 50% de probabilidade de a produção projetada ser atingida. Desde fevereiro, o fundo passou a pagar dividendos mensais, ao fim de cada mês, com projeção de R$ 13,40 por cota em 2026.
- Disponibilidade média entre 99,1% e 99,8%, acima da meta de 99% (P50)
- Produção de 27,3 MW médios no 2T26 (-4,5% a/a), ainda acima do contratado no acumulado
- Receita líquida de R$ 28,48 milhões, estável (+R$ 0,04 milhão vs. 2T25)
- Reajuste pelo IPCA (+R$ 1,32 milhão) compensou menor volume gerado (-R$ 1,28 milhão)
- Custos e despesas +2% a/a no 2T; no ano, alta abaixo da inflação
- Despesa financeira de R$ 7,86 milhões (BNB: R$ 6,63 mi; debêntures: R$ 1,23 mi)
- Proventos: R$ 13,40/cota estimados em 2026; acumulado desde o IPO de R$ 181,8 milhões (R$ 40,39/cota)
- Cota a R$ 83,60 em 30/6; valor de mercado de R$ 376,2 milhões
- Preço do IPO: R$ 106,67; preço ajustado por proventos: R$ 66,28/cota
- Primeiro evento de “curtailment” em 7/6: 2,73 MWh e impacto de ~R$ 1.300 (imaterial)
Desempenho operacional do PPEI11 no 2T26
A produção consolidada dos quatro parques somou 27,3 MW médios no 2º trimestre, queda de 4,5% ante igual período de 2025. O fundo atribui a retração à menor incidência de recurso solar nos parques durante o trimestre.
Mesmo com a redução na base anual, o desempenho acumulado nos anos contratuais de cada ativo segue acima dos volumes contratados. Excedentes anuais podem ser cedidos, por negociação bilateral, a outra usina do mesmo leilão, conforme previsto nas regras setoriais.
A disponibilidade operacional permaneceu elevada, entre 99,1% e 99,8%, reforçando a capacidade de geração consistente dos ativos. O indicador superou a meta de 99% usada na certificação P50, referência de probabilidade de atingimento de produção.
Receitas, despesas e proventos do PPEI11
A receita líquida do trimestre atingiu R$ 28,48 milhões, praticamente estável ante os R$ 28,44 milhões do 2º trimestre de 2025. O reajuste dos contratos de venda de energia pelo IPCA adicionou cerca de R$ 1,32 milhão, efeito quase integralmente compensado pela redução de R$ 1,28 milhão decorrente do menor volume gerado.
Os custos e despesas cresceram 2% na comparação anual do trimestre. No acumulado do ano, a variação ficou abaixo da inflação do período, segundo a gestão. As despesas financeiras somaram R$ 7,86 milhões, sendo R$ 6,63 milhões vinculados ao financiamento junto ao Banco do Nordeste (BNB) e R$ 1,23 milhão relativos aos juros das debêntures de infraestrutura da holding.
Desde fevereiro de 2026, o fundo realiza distribuições mensais, ao fim de cada mês. Para o ano, a projeção é de R$ 13,40 por cota. Desde o IPO, o veículo distribuiu R$ 181,8 milhões, equivalentes a R$ 40,39 por cota, evidenciando o foco em renda.
Curtailment e riscos operacionais do PPEI11
O curtailment (restrição de geração por limitações do sistema elétrico) entrou no radar após a Aneel aprovar, em novembro de 2025, plano emergencial para gestão de excedentes que pode atingir usinas Tipo III em momentos críticos. Entre os ativos do fundo, a UFV Esmeralda, conectada à Celpe, e a UFV Sobrado, conectada à Coelba, são as potenciais afetadas.
Em 7 de junho, a UFV Esmeralda sofreu restrição parcial de escoamento entre 10h e 14h, estimada em 2,73 MWh. O impacto financeiro calculado foi de aproximadamente R$ 1.300, classificado como imaterial pela gestão. Este foi o primeiro episódio de curtailment envolvendo ativos do fundo. Apesar do evento, os parques mantiveram geração acima do contratado no acumulado dos respectivos anos contratuais.
Desempenho de mercado e base de cotistas do PPEI11
Em 30 de junho, a cota era negociada a R$ 83,60, o que resultou em valor de mercado de cerca de R$ 376,2 milhões. No IPO, em 28 de outubro de 2020, a cota foi precificada a R$ 106,67 por bookbuilding.
Considerando os proventos distribuídos desde a listagem, o preço do IPO ajustado pelos dividendos é de R$ 66,28 por cota, implicando valor de mercado ajustado aproximado de R$ 298,3 milhões. A diferença em relação à cotação atual destaca a relevância dos proventos na composição do retorno total para o cotista ao longo do período.
A liquidez média diária dos últimos 90 dias foi de aproximadamente R$ 250 mil, abaixo da média de R$ 640 mil desde o IPO. Ao final do 2º trimestre, o fundo contabilizava 2.352 cotistas, refletindo base de investidores estável.