Os fundos ligados ao crédito imobiliário concentram os maiores ganhos do índice de referência da B3 para o setor em 2026. Levantamento da Quantum aponta que o OUJP11 (Ourinvest JPP) liderava a valorização entre os componentes do principal índice de fundos imobiliários da bolsa até 31 de maio de 2026, dentro do universo que compunha o IFIX naquele corte.
A pesquisa, feita com base apenas nos ativos que integravam o índice até o fim de maio, também mostra a presença de estratégias diversas entre os melhores desempenhos. Entram na lista veículos focados em recebíveis, híbridos, logística e outras teses expostas ao mercado imobiliário brasileiro.
Principais pontos do levantamento:
- OUJP11 foi o ativo com maior valorização no IFIX até 31/05/2026.
- Top 10 inclui RZAT11, KCRE11, ICRI11, SNCI11, MCCI11, BTAL11, KNSC11, MXRF11 e CLIN11.
- Em 2025, o SNLG11 registrou o maior dividend yield, de 152%, seguido por GZIT11.
- Fora do IFIX, o VPPR11 acumulava 30,77% de alta até maio de 2026.
- Em maio de 2026, FIVN11 liderou o mês com retorno de 18,27%.
- MXRF11 teve a maior liquidez até maio de 2026, com 34.155 negócios/dia.
- MXRF11 superou R$ 4,3 bilhões em patrimônio; KNSC11, R$ 1,7 bilhão.
Top 10 dos maiores retornos no IFIX de fundos imobiliários
De acordo com a Quantum, os dez ativos com melhor desempenho no universo do índice até 31 de maio de 2026 foram: OUJP11 (Ourinvest JPP), RZAT11 (Riza Arctium Real Estate), KCRE11 (Kinea Creditas), ICRI11 (Itaú Crédito Imobiliário IPCA), SNCI11 (Suno Recebíveis Imobiliários), MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis Imobiliários), BTAL11 (BTG Pactual Logística Fiagro), KNSC11 (Kinea Securities), MXRF11 (Maxi Renda) e CLIN11 (Clave Índices de Preços).
Além do retorno acumulado, a gestora destaca que parte dos fundos da lista possui patrimônio líquido relevante. O Maxi Renda supera R$ 4,3 bilhões, enquanto o Kinea Securities ultrapassa R$ 1,7 bilhão nesse indicador.
Embora o recorte esteja limitado aos componentes do índice no período, a relação inclui o BTG Pactual Logística Fiagro. O veículo é estruturado como Fiagro, mas figurou entre os destaques de valorização monitorados na amostra.
Recebíveis entre os destaques de fundos imobiliários
Entre os dez primeiros, há predominância de fundos de recebíveis imobiliários, que investem principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e outros títulos de crédito atrelados ao setor. Nesse grupo estão Ourinvest JPP, Kinea Creditas, Itaú Crédito Imobiliário IPCA, Suno Recebíveis Imobiliários, Mauá Capital Recebíveis Imobiliários, Kinea Securities e Maxi Renda.
Esses veículos se diferenciam dos chamados fundos de tijolo, que aplicam recursos diretamente em imóveis físicos, como galpões logísticos, edifícios corporativos e shopping centers. Os recebíveis, por sua vez, concentram exposição em carteiras de crédito, com lastros e garantias imobiliárias.
Dividend yield em 2025 entre fundos imobiliários
No recorte de 2025, o SNLG11 (Suno Log) apresentou o maior indicador de dividend yield, de 152%, seguido por GZIT11 (Gazit Malls). A métrica considera o total de rendimentos distribuídos em relação ao preço da cota em determinado período.
Quando a análise engloba todos os fundos negociados, e não apenas os integrantes do índice, o VPPR11 (V2 Prime Properties) passa a liderar a valorização acumulada em 2026 até maio, com 30,77%. Na sequência aparecem o PLAG11 (Pátria Logística Agro) e o AROA11 (Aroeira 333 Renda Logística), reforçando a presença de diferentes segmentos entre os maiores retornos.
Desempenhos mensais em maio entre fundos imobiliários
No recorte mensal de maio de 2026, o FIVN11 (Vida Nova) liderou com retorno de 18,27%. Também figuraram entre os destaques do mês o EURO11 (Europar), o IRIM11 (Iridium) e o NEWL11 (Newport Logística). Os percentuais refletem exclusivamente o comportamento no mês analisado, sem extrapolação para janelas mais longas.
Liquidez e concentração de negócios em fundos imobiliários
No ranking de liquidez da B3 até maio de 2026, medido pela média diária de negócios, o MXRF11 (Maxi Renda) liderou com 34.155 operações por dia. Em seguida aparecem o GARE11 (Guardian Real Estate), o GGRC11 (GGR Covepi Renda), o CPTS11 (Capitânia Securities II) e o XPML11 (XP Malls).
A liquidez é um indicador usado para avaliar a facilidade de compra e venda das cotas no mercado secundário. Maiores volumes e número de negócios tendem a reduzir spreads de negociação e a facilitar a execução de ordens de grande porte.
A Quantum ressalta que eventos extraordinários podem influenciar o dividend yield de determinados períodos. Por isso, a leitura do indicador costuma vir acompanhada de análise de carteira, recorrência de rendimentos e características operacionais de cada um dos veículos. Esses fatores ajudam a qualificar os dados de retorno e a entender potenciais assimetrias temporárias.