O fundo imobiliário VGIR11 reportou resultado de R$ 18,134 milhões em abril de 2026 e distribuiu R$ 0,12 por cota em dividendos, mantendo a consistência de pagamentos observada ao longo do último ano. A rentabilidade líquida do período ficou em CDI + 1,9% ao ano, com base na cota patrimonial de março, refletindo a estabilidade da estratégia do fundo e a resiliência de sua carteira de crédito.
No acumulado de 12 meses, o fundo distribuiu R$ 1,53 por cota, enquanto a rentabilidade líquida permaneceu em CDI + 1,9% ao ano, também sobre a cota patrimonial. Esse desempenho reforça o posicionamento do VGIR11 como alternativa de renda em um cenário ainda sensível aos juros, com foco em previsibilidade de fluxo.
Em abril, a cota encerrou a R$ 9,75 no mercado secundário, com dividend yield mensal equivalente a CDI + 1,76% sobre o valor de mercado. Entre maio de 2025 e abril de 2026, o yield mensal variou de CDI + 1,09% a CDI + 4,30%, evidenciando oscilação dentro de um intervalo historicamente alinhado às condições de crédito e liquidez do mercado.
As receitas mensais somaram R$ 19,441 milhões, majoritariamente provenientes de CRIs, enquanto as despesas recorrentes ficaram em R$ 1,306 milhão. O fundo também recebeu R$ 10,3 milhões em amortizações ordinárias e extraordinárias, com destaque para os CRIs Gafisa FE 1S (R$ 3,6 milhões) e RV Ipiranga 2 (R$ 2,6 milhões).
Movimentações táticas em CRIs geraram ganhos de capital, sem mudanças relevantes na composição dos ativos. A gestão manteve perfil conservador, priorizando crédito elegível e monitoramento de risco, prática que sustenta a previsibilidade de distribuições do VGIR11.
Estruturalmente, a carteira segue concentrada em crédito imobiliário, com 93,8% do patrimônio líquido em CRIs, distribuídos em 56 operações que somam cerca de R$ 1,326 bilhão. A indexação permanece predominantemente atrelada ao CDI (99,4%), com baixa exposição ao IPCA (0,6%), o que mitiga a sensibilidade à inflação no curto prazo.
Setorialmente, o residencial concentra 86,8% da carteira, seguido por escritórios (6,2%), shopping centers (4%) e operações BTS e pulverizadas (1,5% cada). A alocação restante (6,2%) está em instrumentos de caixa, reforçando a gestão de liquidez. Com isso, o VGIR11 sustenta distribuição de R$ 0,12 por cota em abril e mantém perfil de risco aderente ao seu mandato.