A SNAG11 celebrou na B3, nesta terça-feira (19), o encerramento de sua quinta emissão de cotas, movimentando cerca de R$ 301,4 milhões e superando a meta inicial de R$ 200 milhões. Com a captação, o patrimônio total do fundo alcançou aproximadamente R$ 927,66 milhões, um salto próximo de 50% em relação ao tamanho anterior. O avanço ocorre em meio a juros elevados e menor oferta de crédito rural bancário, reforçando o papel do mercado de capitais no financiamento do agronegócio.
A gestora informou que os recursos serão alocados em projetos de aumento de produtividade e infraestrutura, com prioridade para irrigação e armazenagem. A estratégia acompanha o momento de maior demanda por capital privado no campo, diante das barreiras do crédito tradicional. Para investidores, o movimento indica consolidação da tese do SNAG11 como veículo de financiamento setorial.
Segundo o prospecto, aproximadamente 39,2% da captação será destinada a operações de irrigação agrícola, agora tratada como pilar estratégico. O CIO da Suno Asset, Victor Duarte, ressaltou gargalos críticos, como a infraestrutura de armazenagem, e apontou a irrigação como instrumento para reduzir riscos operacionais e dar previsibilidade à produção. A alocação deve priorizar regiões com potencial para segunda e terceira safra.
A ênfase em irrigação tende a elevar a produtividade estrutural do agronegócio brasileiro nos próximos anos. Além disso, o pipeline inclui oportunidades em etanol, carnes, grãos e terras agrícolas, buscando diversificação entre diferentes elos da cadeia. Essa composição amplia a resiliência do portfólio e pode suavizar oscilações de mercado.
O fundo também registrou aceleração na base de investidores, superando 130 mil cotistas recentemente — avanço relevante frente aos 120 mil de fevereiro de 2024. O crescimento demonstra maior interesse do varejo por ativos ligados ao agro e reforça a liquidez do produto. Para a gestora, a expansão contribui para a democratização do acesso ao setor.
Com base no fechamento de março, a R$ 10,76 por cota, o último rendimento de R$ 0,12 representou dividend yield mensal aproximado de 1,12%. Os números refletem a geração de renda do portfólio e a proposta de uma carteira de crédito pulverizada e atrelada a ativos estruturais do agro. A tese do SNAG11 se beneficia do ambiente de maior demanda por alternativas privadas de financiamento.