Negócios

VGHF11 distribui R$ 0,07 e ajusta carteira após NTN-Bs abrirem

VGHF11 distribui R$ 0,07 e ajusta carteira após NTN-Bs abrirem
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário VGHF11 reportou resultado financeiro de R$ 11,263 milhões em abril de 2024, após receitas de R$ 12,591 milhões e despesas de R$ 1,328 milhão. A cota patrimonial recuou R$ 0,12 no mês, movimento atribuído à desvalorização de FIIs e CRIs diante da abertura da curva de NTN-Bs. Para o período, o fundo anunciou rendimentos do VGHF11 de R$ 0,07 por cota, equivalentes a 10,7% anualizados sobre a cota patrimonial de março (IPCA + 1,4% a.a.).

Nos 12 meses encerrados em abril, os dividendos do fundo somaram R$ 0,94 por cota, com retorno anualizado de 11,5% (IPCA + 7,4% a.a.). A gestão destacou que a performance refletiu o carrego de crédito e a dinâmica dos ativos líquidos, ainda sensíveis ao juro real. O recuo da cota patrimonial, segundo o relatório, decorreu do ajuste nos preços dos papéis marcados a mercado.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Ao final de abril, o portfólio totalizava R$ 1,453 bilhão distribuído em 137 ativos-alvo, equivalente a 103,5% do patrimônio líquido. Havia R$ 42,8 milhões alocados em operações compromissadas reversas de CRIs, remuneradas a CDI + 0,84% a.a., cerca de 3% do PL, além de saldo de caixa para liquidez tática.

A gestão executou compras de R$ 23 milhões, com destaque para o CRI Helbor 86E (R$ 20,8 milhões), e realizou vendas de aproximadamente R$ 13 milhões em CRIs e FIIs líquidos. Na “carteira denominada”, houve vendas líquidas próximas de R$ 730 mil, priorizando a redução de posições em FIIs líquidos. As medidas buscaram refinar o risco e alongar o carrego.

Após os ajustes, a estratégia denominada do VGHF11 representou 52,5% dos ativos-alvo, levemente abaixo dos 53% anteriores, enquanto a estratégia de renda avançou para 47,5% (de 47%). Conforme a gestão, o redesenho visa aumentar o carrego da carteira nos próximos meses sem comprometer a liquidez.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Na alocação por natureza, os ativos líquidos somavam 38,1% do patrimônio investido, compostos por fundos imobiliários e ações. Os ativos ilíquidos respondiam por 32,4%, incluindo FIIs estruturados, SPEs e FIDCs subordinados. As operações de crédito completavam 29,5%, com CRIs e FIDCs sênior.

Nos investimentos do fundo imobiliário VGHF11, os fundos imobiliários lideravam com 55,5% dos ativos-alvo, seguidos pelos certificados de recebíveis imobiliários (28,5%). As sociedades de propósito específico representavam 14,3%, enquanto os FIDCs tinham 1% e as ações, participação residual de 0,7%.

Em síntese, os rendimentos do VGHF11 foram sustentados pelo crédito e ajustes táticos, enquanto a marcação a mercado pressionou a cota patrimonial. A gestora segue focada em aumentar o carrego com equilíbrio entre liquidez e risco.

Quer construir uma carteira de Fiis alinhada com os seus objetivos? Clique aqui e fale agora mesmo com um especialista.

Leia também