O fundo imobiliário TRXF11 concluiu a compra de 11 imóveis do Hospital Albert Einstein por aproximadamente R$ 334,2 milhões, em operação estruturada no formato sale and leaseback. Nessa modalidade, o hospital vende os ativos e, simultaneamente, os aluga de volta, garantindo continuidade operacional e previsibilidade de receitas para o fundo. O valor final superou o montante inicialmente divulgado após negociação para custeio de reformas solicitadas pelo Einstein, com ajuste proporcional no aluguel para manter o mesmo cap rate.
A aquisição contempla 11 lajes corporativas em São Paulo, que seguirão sendo utilizadas para atividades médico-hospitalares. O locatário permanece o Hospital Albert Einstein, referência em saúde, o que reforça a qualidade de crédito do portfólio. A transação foi comunicada via fato relevante pela gestora, detalhando condições, garantias e estrutura financeira.
Principais pontos: valor total de R$ 334,2 milhões; modalidade sale and leaseback; composição de 11 lajes corporativas; e locatário Hospital Albert Einstein. A combinação desses fatores sustenta a tese de renda estável e contratos de longo prazo, pilar do TRXF11.
Financiamento e securitização reforçam a eficiência de capital. Parte do pagamento foi viabilizada por uma operação de securitização dos recebíveis de aluguel, concluída junto com a aquisição, enquanto o restante veio do caixa do fundo imobiliário. As receitas de locação foram cedidas nessa estrutura, permitindo otimizar alavancagem e custo de capital.
A gestora informou que o fundo foi imitido na posse indireta dos ativos, passando a registrar imediatamente a receita de locação. O contrato firmado com o Einstein tem prazo total de 25 anos, sendo 20 anos em regime atípico, com penalidade por rescisão antecipada equivalente ao saldo devedor desse período e vedação de ação revisional de aluguel por todo o prazo.
Essa operação reforça a estratégia do TRXF11 de manter ativos relevantes locados a grandes empresas por contratos longos. A previsibilidade de fluxo de caixa pelos próximos 25 anos é vista como positiva para a distribuição de rendimentos e para o potencial de geração de valor aos cotistas.