O TEPP11 reportou lucro líquido de R$ 3,867 milhões em março de 2024, impulsionado por receitas totais de R$ 5,151 milhões e despesas operacionais de R$ 1,284 milhão. A distribuição mensal foi de R$ 0,131 por cota, equivalente a dividend yield de 1,45% no mês e 18,84% em base anualizada, em linha com o guidance da gestão. No comparativo setorial, o fundo negociava com P/VP de 0,91, apontando desconto frente ao valor patrimonial, e participação de 0,23% no IFIX.
A gestão ressaltou que o dividend yield anualizado projetado era de 17,8% ante pares do segmento, reforçando a atratividade do fluxo de rendimentos. Entre os destaques operacionais, houve avanço na vacância física para 5,7%, enquanto a vacância financeira encerrou em 3%. Apesar da elevação, a carteira seguiu com recebíveis pulverizados e contratos com reajuste majoritariamente pelo IPCA.
Aproximadamente 18% dos aluguéis passaram por atualização inflacionária em março, mês de forte concentração de reajustes. A composição das receitas manteve-se equilibrada entre ativos: Torre Sul, Top Center, Edifício GPA e BFL 1355 respondem, cada um, por cerca de 19% da receita total, enquanto o Edifício Passarelli representa 14% e o Edifício Fujitsu, 9%.
O contrato do Edifício GPA, de natureza atípica e prazo remanescente de 13,1 anos, dá maior previsibilidade ao caixa, reduzindo a volatilidade de receitas em cenários de mercado desafiadores. O WAULT do portfólio encerrou em 5 anos, sinalizando boa visibilidade de vencimentos e mitigação de risco de vacância estrutural no médio prazo.
A indexação dos contratos é predominantemente ao IPCA, que cobre 78,1% dos reajustes, enquanto o IGP-M representa 21,9%. Essa composição tende a alinhar o desempenho do fundo ao comportamento da inflação oficial, favorecendo a manutenção do poder de compra dos rendimentos distribuídos aos cotistas.
A diversificação de inquilinos segue como pilar estratégico: tecnologia responde por 20,19% da receita, varejo por 19,13%, agroindústria por 18,25% e serviços por 17,39%. O cronograma de vencimentos mostra baixa concentração no curto prazo, com picos em 2027 (21% dos contratos) e 2039 (18%). Ao fim de março, havia apenas quatro negociações revisionais em curso, reforçando a estabilidade operacional do portfólio do TEPP11.
No conjunto, a combinação de desconto no P/VP, renda recorrente e contratos atípicos sustenta a tese, apesar do aumento pontual de vacância física, que permanece controlado.